Área de pastagem em Apuí. Crédito: Divulgação/Idesam
Três unidades de conservação do Amazonas - Floresta Estadual Apuí , Parque Estadual Sucunduri e Parque Nacional Juruena - estão no caminho de projetos de exploração de calcário e poderão ter alterados seus status enquanto unidades de conservação - a exemplo do que aconteceu recentemente com o Parque Nacional Nhamundá, que virou Área de Proteção Ambiental Guajuma. A ideia tem sido incentivada pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT), que cogita entrar na Assembleia Legislativa com um projeto de lei para recategorizar as unidades.
No final de julho, durante o seminário sobre Plano Estratégico de Expansão Econômica com a Jazida de Calcário do Sucunduri, em Apuí, Sinésio Campos e representantes de vários órgãos estaduais fizeram um levantamento das demandas e defenderam a política mineral do Estado do Amazonas, segundo informações publicadas no site da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. Tanto o prefeito do município de Apuí, Marcos Maciel, quanto o titular da recém-criada Secretaria Estadual de Recursos Minerais, Daniel Nava, consideram que o calcário explorado pode ser usado na recuperação dos solos degradados e ajudar no controle do desmatamento.
“Essa discussão já é antiga, o calcário é de excelente qualidade, um dos melhores que existem no país. Ele ajuda a equilibrar o PH do solo e disponibiliza nutrientes - em Apuí o solo é muito ácido e ´calcarear´ áreas já desmatadas de fato pode diminuir a necessidade de abrir novos desmates. No entanto, esta decisão pode ser preocupante ao explorar a região sem gerar benefícios ou contribuir para o desenvolvimento local”, afirma Gabriel Carrero, do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam). Para Izac Theobald, chefe do Mosaico do Apuí - bloco formado por nove Unidades de Conservação - a discussão sobre o empreendimento deve extrapolar a esfera estadual. “Por envolver um parque nacional, qualquer obra precisa ter autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, diz.
A área prevista para a exploração de calcário está localizada na Floresta Estadual Apuí, no município de Apuí, há 455 quilômetros de Manaus. Para viabilizar o empreendimento será necessário desmatar para abrir uma estrada que permita o tráfego dos veículos com o produto trazido da Floe Apuí, onde está prevista a lavra do calcário. A estrada está sendo planejada para ser construída dentro do Parque Nacional Juruena. O traçado definitivo para a licença de exploração de calcário na região deve ser feito pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).
Fonte: http://www.oecoamazonia.com
A proposta de recategorizacao das unidades estaduais parece apenas um oportunismo politico desprovido de justificativa tecnica, pois tanto a Secretaria de Recursos Minerais quanto o deputado deveriam saber que a categoria de Floresta Estadual nao conflita com o interesse de explorar com responsabilidade socio-ambiental o calcario do Apui. Portanto, esta agenda da mineracao neste trecho do Apui, na verdade depende mesmo e de recategorizar uma unidade de conservacao federal. O argumento, a meu ver, so reforca a insustentabilidade ambiental das praticas agricolas propostas no Apui, dependendo de insumos caros (pois quem vai lucrar mesmo com isso e quem vai vender o calcario aos produtores), e externos ao sistema de producao, para quem sabe, caso de certo, gerar melhor desempenho economico nas propriedades rurais. Durante as consultas publicas para criacao do mosaico do Apui, composto de unidades estaduais, a demanda dos produtores rurais de manter a possibilidade da exploracao comercial do calcario foi atendida, e por isso a categoria definida para aquele trecho do mosaico foi justamente uma floresta estadual. Portanto, se existe alguma razao para esta proposta de recategorizacao, ela certamente nao e por causa do calcario. O deputado parece estar mal assessorado neste caso. (Rita Mesquita).
Bem qual é o partido do sujeito?
eles não querem bem algum para o pais, apenas desmatamento, destruir o pais, roubarem e matarem a população nos corredores de hospitais. Querem desmatar,criar novos estados dividindo os estados atuais em 2 ou 3, Minas Gerais,Bahia, Goias, Tocantins,Pará, Maranhão, Mato Grosso,Amazonas ,querem criar 14 novos estados para criarem novas administrações municipais ,estaduais e criar inúmeros cargos políticos para eles e seus familiares, portanto sou contrario a essa retalhação de nosso pais. por daqui a pouco faremos a pergunta da foto.
sobre Meio Ambiente e cidania, defesa da floresta, animais,sustentabilidade,desenvolvimento sustentavel,povos, pessoas,vida... toda a forma de vida deste Planeta. cuide do PLANETA, FAUNA E FLORA, Salve sua Casa, antes que seja tarde!!! convido todos a participarem!!!!
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Quem se beneficia com a destruição da Amazônia?
Um grande fluxo de negócios liga São Paulo à Amazônia brasileira. Do Sul seguem investimentos e mercadorias. Do Norte vêm matérias-primas, energia e outros produtos essenciais à sobrevivência da maior cidade do país. No entanto, não há dúvidas de que o modelo de exploração atualmente em marcha em um
dos mais ricos ecossistemas do mundo ameaça seriamente a sua própria sobrevivência.
Se a floresta e seus povos têm sofrido com impactos perversos ao longo das últimas décadas, a exploração não sustentável da Amazônia aumenta o lucro de empresas nacionais e estrangeiras, e alimenta o consumo desenfreado das grandes metrópoles brasileiras, principalmente a capital paulista. Nesse sentido, não há como divorciar a destruição desse rico bioma da dinâmica de funcionamento do maior centro urbano e produtivo do país.
Durante meses, os jornalistas envolvidos nesta pesquisa percorreram milhares de quilômetros pela Amazônia para verificar a situação dos impactos sociais e ambientais causados pelo avanço da agropecuária e do extrativismo sobre a floresta. Avanço que está diretamente relacionado com as demandas da maior cidade
da América do Sul. Através de um longo trabalho de investigação, foram identificados exemplos de empresas que mantiveram relações comerciais com proprietários e investidores rurais flagrados pelo poder público cometendo crimes ambientais ou se valendo do trabalho escravo. Essa cadeia de responsabilidades atinge diretamente o maior centro consumidor do país.
O principal objetivo deste estudo é munir a sociedade de informações que contribuam com a construção de processos sociais e econômicos que garantam que empresas e governos não financiem a destruição da Amazônia – seja através de investimentos, seja pela compra de insumos e matérias-primas de produtores que violaram as legislações ambiental e trabalhista, ou que atentaram contra direitos fundamentais dos povos da floresta.
Como a extensa área da Amazônia, que representa mais da metade do território brasileiro, e as dificuldades de transporte na região impedem a realização de um estudo que contemple todo a sua superfície em poucos meses, optou-se por investigar a bacia do rio Xingu e adjacências, distribuídas entre os Estados do Mato Grosso e do Pará. Nessa área, podemos encontrar os problemas que ocorrem no restante da Amazônia, o que faz dela uma amostra bastante representativa das mazelas que a região vem enfrentando.
A bacia do Xingu tem 51 milhões de hectares. Mais da metade do seu território está protegido por Terras Indígenas e Áreas de Conservação. Ela é o segundo maior corredor de biodiversidade
do país e um dos maiores do mundo. Uma região relativamente preservada, mas que nunca esteve tão ameaçada como agora. As nascentes que formam a bacia estão em locais de desmatamento
e assoreamento, o que coloca em risco todo o ecossistema da região.
A pressão imposta pelo avanço da agropecuária não apenas desmata, mas também expulsa populações tradicionais e explora trabalhadores escravos.
A pesquisa optou por direcionar seu foco para setores estratégicos no que diz respeito ao desenvolvimento da Amazônia e à sua relação com a cidade de São Paulo: pecuária bovina, extrativismo vegetal, plantio de soja e outros grãos, além do financiamento público.
É importante ressaltar que os casos aqui apresentados são apenas exemplos de um intenso comércio que atinge a todos os moradores de São Paulo. Ou seja, o objetivo desta pesquisa não é apontar
culpados, pois eles são muitos e incluem todos nós, consumidores.
Mas o estudo traz um alerta. Procura relacionar exemplos que sirvam de referência para aprofundar o conhecimento sobre o tema e, portanto, a busca de soluções.
O debate sobre o meio ambiente emerge no século 21 como uma discussão acerca da qualidade de vida, não tratando apenas de rios poluídos e derramamento de petróleo, mas também da atual idéia de progresso (alta tecnologia aliada a uma postura consumista) – que não tem conseguido fornecer respostas satisfatórias
à sociedade.
De forma preventiva ou paliativa, é preciso mudar nosso comportamento, se ainda quisermos que a maior floresta tropical do mundo – e o próprio planeta – tenham um futuro.
Faz parte desta discussão a busca por modelos alternativos de desenvolvimento, que só serão efetivos caso contribuam com a diminuição de nosso apetite predatório por recursos naturais, e que não mantenham a população mais pobre excluída dos benefícios trazidos por sua exploração atual e futura. Infelizmente, é o que acontece nos dias de hoje, como na relação Amazônia – São Paulo.
Extraído do Conexões Sustentáveis São Paulo - Amazônia
Quem se beneficia com a destruição da Amazônia?
Autores: Andre Campos,Carlos Juliano Barros e Marques Casara
Todo material disponível para download
Fonte: http://www.amazonia.org.br/guia/detalhes.cfm?id=288311&tipo=6&cat_id=44&subcat_id=186
dos mais ricos ecossistemas do mundo ameaça seriamente a sua própria sobrevivência.
Se a floresta e seus povos têm sofrido com impactos perversos ao longo das últimas décadas, a exploração não sustentável da Amazônia aumenta o lucro de empresas nacionais e estrangeiras, e alimenta o consumo desenfreado das grandes metrópoles brasileiras, principalmente a capital paulista. Nesse sentido, não há como divorciar a destruição desse rico bioma da dinâmica de funcionamento do maior centro urbano e produtivo do país.
Durante meses, os jornalistas envolvidos nesta pesquisa percorreram milhares de quilômetros pela Amazônia para verificar a situação dos impactos sociais e ambientais causados pelo avanço da agropecuária e do extrativismo sobre a floresta. Avanço que está diretamente relacionado com as demandas da maior cidade
da América do Sul. Através de um longo trabalho de investigação, foram identificados exemplos de empresas que mantiveram relações comerciais com proprietários e investidores rurais flagrados pelo poder público cometendo crimes ambientais ou se valendo do trabalho escravo. Essa cadeia de responsabilidades atinge diretamente o maior centro consumidor do país.
O principal objetivo deste estudo é munir a sociedade de informações que contribuam com a construção de processos sociais e econômicos que garantam que empresas e governos não financiem a destruição da Amazônia – seja através de investimentos, seja pela compra de insumos e matérias-primas de produtores que violaram as legislações ambiental e trabalhista, ou que atentaram contra direitos fundamentais dos povos da floresta.
Como a extensa área da Amazônia, que representa mais da metade do território brasileiro, e as dificuldades de transporte na região impedem a realização de um estudo que contemple todo a sua superfície em poucos meses, optou-se por investigar a bacia do rio Xingu e adjacências, distribuídas entre os Estados do Mato Grosso e do Pará. Nessa área, podemos encontrar os problemas que ocorrem no restante da Amazônia, o que faz dela uma amostra bastante representativa das mazelas que a região vem enfrentando.
A bacia do Xingu tem 51 milhões de hectares. Mais da metade do seu território está protegido por Terras Indígenas e Áreas de Conservação. Ela é o segundo maior corredor de biodiversidade
do país e um dos maiores do mundo. Uma região relativamente preservada, mas que nunca esteve tão ameaçada como agora. As nascentes que formam a bacia estão em locais de desmatamento
e assoreamento, o que coloca em risco todo o ecossistema da região.
A pressão imposta pelo avanço da agropecuária não apenas desmata, mas também expulsa populações tradicionais e explora trabalhadores escravos.
A pesquisa optou por direcionar seu foco para setores estratégicos no que diz respeito ao desenvolvimento da Amazônia e à sua relação com a cidade de São Paulo: pecuária bovina, extrativismo vegetal, plantio de soja e outros grãos, além do financiamento público.
É importante ressaltar que os casos aqui apresentados são apenas exemplos de um intenso comércio que atinge a todos os moradores de São Paulo. Ou seja, o objetivo desta pesquisa não é apontar
culpados, pois eles são muitos e incluem todos nós, consumidores.
Mas o estudo traz um alerta. Procura relacionar exemplos que sirvam de referência para aprofundar o conhecimento sobre o tema e, portanto, a busca de soluções.
O debate sobre o meio ambiente emerge no século 21 como uma discussão acerca da qualidade de vida, não tratando apenas de rios poluídos e derramamento de petróleo, mas também da atual idéia de progresso (alta tecnologia aliada a uma postura consumista) – que não tem conseguido fornecer respostas satisfatórias
à sociedade.
De forma preventiva ou paliativa, é preciso mudar nosso comportamento, se ainda quisermos que a maior floresta tropical do mundo – e o próprio planeta – tenham um futuro.
Faz parte desta discussão a busca por modelos alternativos de desenvolvimento, que só serão efetivos caso contribuam com a diminuição de nosso apetite predatório por recursos naturais, e que não mantenham a população mais pobre excluída dos benefícios trazidos por sua exploração atual e futura. Infelizmente, é o que acontece nos dias de hoje, como na relação Amazônia – São Paulo.
Extraído do Conexões Sustentáveis São Paulo - Amazônia
Quem se beneficia com a destruição da Amazônia?
Autores: Andre Campos,Carlos Juliano Barros e Marques Casara
Todo material disponível para download
Fonte: http://www.amazonia.org.br/guia/detalhes.cfm?id=288311&tipo=6&cat_id=44&subcat_id=186
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Marcos H. Ribeiro
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