quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Como preservar a floresta

Como preservar a floresta

A contribuição mais importante que o Brasil pode dar para o combate ao aquecimento global é a redução do desmatamento da maior floresta tropical do mundo – a Amazônica


Por Martha San Juan França

Apesar de ter um grande parque industrial, a matriz energética brasileira é constituída principalmente pelas hidrelétricas e não contribui significativamente para o efeito estufa. O desmatamento, contudo, é responsável por cerca de 75% de 1 bilhão de toneladas de gás carbônico emitidas. Desse total, 59% são provenientes da Amazônia.

Reprodução{txtalt}
O problema é que, em vez de diminuir o ritmo de derrubada de árvores, como ocorreu de 2004 a 2007, a tendência agora é de aumento. O desmatamento acumulado durante nove meses – de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – de agosto de 2007 a abril de 2008, foi de 5.850 km2, um aumento de 15% comparado a 4.974 km2 entre agosto de 2006 e julho de 2007 – período pelo qual se calcula a taxa anual de destruição da floresta. Além de contribuir para o aquecimento global, o desmatamento da Amazônia traz conseqüências para o regime de chuvas do continente. Com a floresta modifi cada, podem ocorrer mudanças nas estações chuvosas de várias regiões, prejudicando a agricultura e o fornecimento de água para energia.

Tem-se como certo que a destruição da floresta vai aumentar à medida que os preços das commodities agrícolas, como carne e soja, se tornam mais atraentes no mercado internacional e se aproxima a temporada de seca na floresta. No início do ano, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alertava que seria muito difícil manter o ritmo de queda nos índices. Propunha então um novo tipo de ocupação da floresta, que não destruísse a mata, e a criação de uma barreira de reservas que impedisse o avanço da ocupação. Mas o governo vê-se pressionado por interesses econômicos acelerar a exploração da região.

Na reunião mundial de Bali, em 2007, o governo brasileiro se propôs a criar um fundo, formado por doações de países e empresas, para aumentar os recursos de combate ao desmatamento sempre que o país conseguisse reduzir a taxa de perda de floresta abaixo de um patamar de 19.500 km2 (média do desmatamento na Amazônia entre 1996 e 2005).

Mas nos últimos meses o desmatamento voltou a crescer, e a Amazônia é uma preocupação mundial. Segundo o relatório Stern (análise feita pelo governo inglês para definir quanto custa reduzir o efeito estufa), conter o desmatamento é a forma mais barata e eficiente de enfrentar a situação. Basta cerca de 80 milhões de dólares, uma conta relativamente baixa se for paga por todo o mundo, afirma o jornal inglês The Independent. Em contrapartida, afirma a publicação, o mundo não pode deixar que os brasileiros percam a floresta, uma vez que sua conservação é muito importante para o planeta.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_307948.shtml

Vamos salvar as florestas.
É possivel salvar o desmatamento de florestas inclsuive das garras e motoserras do neoruralista e pseudocomunista e neoruralista Aldo Rabello, Governo e ruralista. Florestas não são pastos e não campos agricolas, florestas são santuários e deveriam ser venerados, louvados, defendidos  da raça humana e sua ganancia por dinheiro. É possivel ter pastos sem desmatar florestas e tambem plantar soja e outras culturas sem devasta-las e queima-las.

Estudo revela potencial econômico nas florestas do PA

A exploração sustentável de madeira e a coleta de castanha-do-pará nas florestas estaduais da Calha Norte, no Pará, podem gerar R$ 4,4 bilhões e mais de 8 mil empregos diretos e indiretos na região, a partir de 2013, segundo relatório publicado pelo Imazon



Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável - 19/08/2010


 Nesta quinta-feira, dia 19 de agosto, o Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia divulgou os resultados do relatório “Potencial Econômico nas Florestas Estaduais da Calha Norte”, que avaliou a região paraense por cerca de cinco meses para calcular seu potencial de geração de receita, emprego e tributos, a partir da realização de atividades de manejo sustentável.

O principal resultado do estudo mostrou que, em cerca de 20 anos, a exploração sustentável de madeira e a coleta de castanha do Pará na região da Calha Norte – que é uma das mais bem conservadas da Amazônia e possui o maior mosaico de áreas protegidas do mundo – pode gerar uma renda de até R$ 4,4 bilhões, que beneficiará sobretudo os municípios de Almeirim, Monte Alegre, Alenquer, Oriximiná e Faro.

Além disso, o relatório mostrou que as atividades de manejo florestal na região podem proporcionar, a partir de 2013, cerca de 8.900 empregos diretos e indiretos. De acordo com um dos pesquisadores do Imazon e autor do estudo, Adalberto Veríssimo, os benefícios dessas atividades econômicas nos campos de geração de renda e empregos pode ser ainda maior, porque o estudo foi feito em um “cenário conservador”.

Isso significa que, apenas, as principais atividades econômicas sustentáveis que podem ser aplicadas na região – ou seja, exploração de madeira e colheita de castanha-do-pará – foram levadas em conta no relatório. Ao considerar outras atividades, como ecoturismo, mineração e coleta de outros produtos não-madeireiros, Veríssimo acredita que os benefícios para a Calha Norte podem ser ainda maiores. Para comprovar essa ‘suspeita’, uma nova etapa do estudo iniciará em breve.

22% das florestas públicas cadastradas permanece desprotegida

22% das florestas públicas cadastradas permanece desprotegida

Novo Cadastro Nacional de Florestas Públicas aponta crescimento das áreas protegidas e destaca que a concessão florestal das áreas desprotegidas seria um importante aliado para que o país atinja suas metas de mitigação das mudanças climáticas e de redução do desmatamento

Marina Franco - Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável - 01/12/2010

O Brasil tem 64 milhões de hectares de florestas sem uso regulamentado, ou seja, não são áreas de assentamento, terras indígenas ou unidades de conservação. Isto também quer dizer que esses hectares estão sujeitos à grilagem. Essa área representa 22% do total de florestas públicas brasileiras e equivale a duas vezes e meia o Estado de São Paulo. Os dados são do CNFP - Cadastro Nacional de Florestas Públicas de 2010, levantamento realizado pelo SFB - Serviço Florestal Brasileiro, órgão do governo responsável pela gestão e concessão de florestas.

Apesar de o território desprotegido ainda ser considerável, os números melhoraram em relação ao ano passado. Hoje o país tem 290 milhões de hectares de florestas públicas cadastradas, sendo que em 2009 o número era 21% menor. A diferença não significa a criação de novas florestas públicas, mas apenas que algumas áreas tornaram-se conhecidas. A diferença entre o total conhecido e os 64 milhões de hectares não destinados corresponde a 226 milhões de hectares, que são destinados estão divididos entre:
- terras indígenas (111 milhões);
- unidades de conservação (105 milhões), sendo 60% federais e
- assentamentos da reforma agrária (10 milhões).

Para elevar a quantia de terras destinadas, o SFB defende que pelo menos dez milhões de hectares poderiam ser transformados em novas florestas nacionais. Este mecanismo de concessão florestal traria uma série de benefícios. Evitaria, por exemplo, a ocupação falsa dos territórios, conhecida por grilagem. Também manteria a floresta em pé, o que significa seu manejo sustentável, com o controle da exploração madeireira. Tudo isso poderia ajudar o país a conter suas emissões e cumprir metas como a de 80% de redução do desmatamento na Amazônia até 2020. A região, de acordo com o SFB, concentra a maior parte das florestas públicas.

Para realizar o CNFP, o órgão reúne dados do cadastro geral de florestas públicas federais, estaduais e municipais, além do Distrito Federal. Desde 2007, ano em que começou a ser elaborado, o número de florestas públicas aumenta.

Fonte:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/22-florestas-publicas-cadastradas-permanece-desprotegida-611262.shtml