Afra Balazina - O Estado de S.Paulo
(De janeiro até agora foram registrados 4.045 focos de queimadas em locais como parques e reservas contra 1.803 no ano passado; Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins perdeu extensão equivalente a São Bernardo do Campo)
A Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins perdeu cerca de 400 quilômetros quadrados em queimadas neste ano - área equivalente à cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. É a região que mais sofreu com o fogo entre todas as Unidades de Conservação (UCs) do País, contando as federais e estaduais.
Os incêndios em áreas ambientalmente protegidas, como parques e reservas, têm preocupado autoridades, cientistas e ONGs. Foram 4.045 focos desde janeiro - um aumento de 124,3% em relação ao mesmo período de 2009. Os terrenos próximos dos limites das unidades, chamados de áreas de amortecimento, também são monitorados, pois o fogo pode começar fora do parque e se alastrar dentro dele.
No quadro geral do Brasil, o aumento de focos foi de 28% (de 9.279 em 2009 para 11.918 em 2010). Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A queima quase sempre é provocada pelo homem - principalmente em razão de atividades agropecuárias.
No caso das UCs, a situação em Tocantins é a que mais preocupa, segundo Paulo Carneiro, coordenador-geral de Proteção Ambiental do Instituto Chico Mendes (ICMBio, órgão do Ministério do Meio Ambiente).
Entre as cinco áreas protegidas que mais tiveram focos de queimadas em 2010, quatro estão no Estado - além de Serra Geral, com 429 focos, aparecem o Parque Nacional do Araguaia (361), a Área de Proteção Ambiental do Jalapão (205) e a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão (185). O coordenador diz que o Araguaia, por exemplo, teve queimados cerca de 150 quilômetros quadrados - área semelhante à de Cubatão.
"Já imaginávamos que as queimadas aumentariam porque o ano passado foi atípico, teve mais umidade. Mas estamos receosos com a situação atual", diz Carneiro. Por isso foi criada pela primeira vez uma base aérea em Mateiros (TO) para atender as unidades da região. Um avião faz o monitoramento e outro, apelidado de pipa, joga água para apagar os incêndios.
Segundo ele, das 310 UCs federais, 96 possuem equipes de brigadistas contratadas temporariamente para o período da seca. "Cada uma delas recebe no mínimo 7 e no máximo 42 brigadistas. Serra Geral, por exemplo, tem 35", explica.
A analista ambiental Luciana Pacca, que trabalha na Estação Ecológica mais afetada pelas queimadas, conta que na semana passada foi resgatado um gato-mourisco de um incêndio - os irmãos morreram. Na região também é possível ver onças, antas, lobos e patos-mergulhões, entre outras espécies.
Luciana e a colega Lara Côrtes, também analista ambiental, dizem que é comum pessoas que extraem o capim-dourado (usado em artesanato) colocarem fogo na área - elas acreditam que, assim, ele nasce mais forte.
Uma das dificuldades para conter o fogo é a logística. "A estação ecológica é muito grande. Tudo é longe e as estradas são de terra", diz ela. Há quatro analistas na unidade, mas uma está de férias e outra, de licença. "É pouca gente. Ainda bem que temos tido bastante apoio de Brasília."
Para Ricardo Abad, coordenador de geotecnologias do Instituto Centro de Vida (ICV), "não há justificativa para haver queimada em Unidade de Conservação. Algo está errado." O ICV, que atua em Mato Grosso, publicou recentemente um estudo sobre as queimadas no Estado.
Abad diz ainda que a situação em terras indígenas muitas vezes é ainda mais complicada, pois elas não recebem tanta atenção dos órgãos ambientais. Foram 3.563 focos de queimadas neste ano, contra 968 do ano anterior. "Os índios utilizam fogo para caça, para rituais, faz parte da tradição", diz Abad. Segundo o Ibama, desde março deste ano a Funai realiza o monitoramento de focos de calor em terras indígenas com base nas informações do Inpe.
Total. No quadro geral, que não inclui somente as Unidades de Conservação, o Estado líder é Mato Grosso, com 2.681 focos. Na sequência, aparecem Tocantins (1.418) e Bahia (1.205).
Alberto Setzer, pesquisador do Inpe, ressalta que "ainda estamos no início da temporada de queimadas" - o período crítico é de julho a outubro. Por isso, é difícil fazer uma avaliação. "O que detectamos do início do ano até agora corresponde a algo entre 5% e 10% de tudo que ainda será queimado. De qualquer forma, o início de 2010 está sendo preocupante."
Para Setzer, "alguns Estados estão particularmente ativos no uso do fogo", entre eles Tocantins (385% a mais), Distrito Federal (414%) e Piauí (184%).
Isso é um absurdo, como podem fazer issso? depois ainda tem um deputado que uqer perdoar este tipo de atitude..vamos acordar.. Homem do campo.. atenção ao que vcs estão fazendo, depois quando torrenciais enchetes chegam as suas terras e casas é tarde.. a natureza está alertando...
Glossário
Unidade de Conservação
É um território com proteção garantida por lei. Pode ser de proteção integral (como um parque, que não pode ser habitado) ou de uso sustentável, que admite a presença de moradores, como as reservas extrativistas.
Parque
Tem como objetivo preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza. Permite a realização de pesquisas, atividades de educação e turismo. É de posse e domínio públicos.
Estação Ecológica
Tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas. É proibida a visitação pública, exceto aquela com objetivo educacional. É de posse e domínio públicos.
Área de Proteção Ambiental (APA)
Em geral é uma área extensa, com certo grau de ocupação humana. Tem o objetivo de proteger a biodiversidade, disciplinar a ocupação e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais. É constituída por terras públicas ou privadas.
Fonte: Estadao
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100718/not_imp582779,0.php
sobre Meio Ambiente e cidania, defesa da floresta, animais,sustentabilidade,desenvolvimento sustentavel,povos, pessoas,vida... toda a forma de vida deste Planeta. cuide do PLANETA, FAUNA E FLORA, Salve sua Casa, antes que seja tarde!!! convido todos a participarem!!!!
domingo, 18 de julho de 2010
"É estelionato ambiental" - Marina Silva ao criticar a aprovação de mudanças no codigo florestal.
por Jair Stangler
Seção: Coberturas ao vivo
Eleições
Marina Silva
15.julho.2010 16:13:26
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, participou nesta quinta-feira, 15, em São Paulo, de uma sabatina promovida pela Record News e pelo portal R7. Entre outros temas, Marina aproveitou para criticar o código florestal aprovado na Câmara e diz que vai combater o projeto no Senado: “é estelionato ambiental”, afirmou. A senadora também criticou a conduta do presidente quanto à legislação eleitoral: “o presidente Lula
Marina deu a entender que não dificilmente aceitaria um cargo no governo de Dilma ou de Serra, dizendo que já deu sua contribuição para o Ministério do Meio Ambiente e que existe uma gama de pessoas capacitadas para assumir a função.
Evangélica, Marina se delcarou perplexa com a polêmica sobre suas posições religiosas. ”A vida toda combati o preconceito contra as pessoas que não são crentes. Nunca gostei daquela exposição sobre o presidente FHC, nunca gostei daquilo de dizerem que o Lula ia queimar bíblias. Então me causa um estranhamento ver que existe esse preconceito (contra quem tem fé)”, declarou ao ser questionada sobre o ensino religioso nas escolas.
Marina diz que nunca bebeu nem fumou maconha: “só Biotônico Fontoura”
Após a sabatina, a senadora conversou com os jornalistas e comentou os frequentes casos de desrespeito à legislação eleitoral. “As extrapolações estão acontecendo e precisam ser freadas pela legislação e pela própria Justiça Eleitoral, seja aqui em São Paulo, seja no governo federal.”
“O presidente Lula precisa dar o exemplo. O presidente, como cidadão, ele tem de se manifestar, compreendendo que ele é presidente da República e que muitas vezes o que ele diz, a depender do lugar, a depender do contexto, pode caracterizar direcionamento político. E a figura dele tem de se resgarduar desse tipo de encaminhamento, que muitas vezes levam a esse estranhamento, a essas multas que ele levou. O que não é bom para a democracia, não é bom para o próprio cargo e função de presidente da República”, acrescentou.
Marina evitou julgar o caso das cartilhas produzidas pelo governo para que o eleitor apoie as candidaturas de mulheres. “Se não tiver uma orientação direcionada para essa ou aquela candidatura, temos que ver. No Congresso, quando nós fizemos a lei das cotas, a gente estabeleceu inclusive que deveriam ser criados mecanismos de incentivo às candidaturas femininas. Tem que ver se isso não está respaldado nesse processo. Eu não conheço a cartilha, não sei como está feita a cartilha. Obviamente que a sociedade brasileira tem de estar zelando pelo princípio de equidade no processo eleitoral”, afirmou.
Participaram da sabatina os jornalistas Christina Lemos, da TV Record, Eduardo Ribeiro, da Record News, Gisele Silva, editora de Brasil do R7, e o blogueiro Marco Antonio Araújo, do R7.
Veja como foi a sabatina:
18h02 – “Precisamos de uma visão de País que nos coloque a altura do que somos, uma potência ambiental”. E a sabatina é encerrada.
17h58 – Perguntada sobre distribuição de camisinha, Marina diz que não entra na questão da Igreja Católica, mas defendeu que se tenha uma política preventiva: “Não é só uma questão de distribuir camisinha. É uma questão de educação. Você tem de ter uma política para a prevenção da gravidez precoce, das doenças sexualmente transmissíveis.”
17h57 – Marina diz que só discute o segundo turno no segundo turno, e defende também um plebiscito para resolver a questão do aborto.
17h54 – Marina diz que já deu sua contribuição para o Ministério do Meio Ambiente e que existe uma gama de pessoas capacitadas para assumir a função no governo Dilma ou no governo Serra.
17h50 – Sobre a questão do ensino religioso nas escolas, Marina diz que não defende e nunca defendeu o ensino religioso nas escolas. “A vida toda combati o preconceito contra as pessoas que não são crentes. Nunca gostei daquela exposição sobre o presidente FHC, nunca gostei daquilo de dizerem que o Lula ia queimar bíblias. Então me causa um estranhamento ver que existe esse preconceito (contra quem tem fé).”
17h48 – “Acho muito positivo ter duas mulheres concorrendo, está mais do que na hora de ter uma mulher na Presidência”. Segundo ela, relação com Dilma é de amizade. “Tenhos carinho e respeito pelos dois (Serra e Dilma)”.
17h43 – Para Marina, não dá para tratar o chá do Santo Daime com preconceito. “Usado fora de contexto, pode causar problema. Tem essa função alucinógena, mas no contexto da religião, tem outra função”.
17h40 – Marina diz que nunca bebeu álcool e nunca fumou maconha: “só biotônico fontoura”. Sobre a descriminalização da maconha, a senadora diz que é contra, mas entende que isso deveria ser levado a plebiscito popular.
17h35 – Ainda sobre a polêmica do casamento gay, Marina diz que defende os direitos civis, mas que entende que o casamento é um sacramento e isso ela não defende. Sobre a adoção por casais gays, diz não ter opinião formada, mas que essa é uma questão para especialistas. Diz também que é preciso levar em conta que há muitas crianças abandonadas, e é melhor que elas tenham um lar.
17h30 – Para Marina, é possível fazer aliança programática na democracia. “Quero governar com os melhores do PT, do PSDB, e do PMDB. O PT achou que podia governar sem conversar com o PSDB, acabou ficando refém do fisiologismo do PMDB, o PSDB ficou refém do fisiologismo do DEM. Quero governar em cima de programa. Não precisa ser em troca de cargo. Muitas pessoas se mobilizam por achar que estão contribuindo para o País.”
17h25 – “A revolução cubana resgatou uma série de questões como a saúde, a educação, mas essa revolução precisa ser completada, isso só acontece com democracia”. Marina elogia a política internacional de Lula, sobretudo ao se aproximar da África. Para ela, por Lula ter sua história ligada à luta pela democracia, causou estranhamento o posicionamento assumido diante do Irã e de Cuba.
17h19 – “Nós tivemos ganhos com o Plano Real, tivemos ganhos com o Bolsa Família. Agora, os ganhos não devem levar à complacência, como se já estivesse tudo pronto, tudo feito”.
17h17 – Marina diz que o Brasil tem baixa inclusão digital, e que pretende ampliar o acesso à banda larga. Ela defende a atuação do Estado e da iniciativa privada para isso.
17h13 – Na volta do intervalo, Marina fala sobre educação. “Precisamos de um sistema nacional de educação integral. Precisamos investir mais na educação, na qualidade dos professores, computador nas escolas, utilizando o melhor da tecnologia digital, precisamos uma escola que seja favorável ao conhecimento, ao gosto de aprender. Nós queremos ensinar como aprendemos no passado, e isso não é mais possível”.
17h05 – Para a candidata, sua saída acabou forçando o presidente Lula a manter sua política contra o desmatamento. “A questão da ética é uma questão que eu tenho que ser vigilante onde eu estiver, eu fazia isso no PT, faço isso no PV. Mas mudar a visão sobre o que é o desafio desse século, comprometer o planeta pelo lucro de algumas décadas, isso eu não estava conseguindo fazer no PT.”
17h01 – Marina diz que o presidente também acaba sofrendo com as contradições da sociedade, nega que esteja poupando o governo Lula, mas diz não gostar do termo ‘falar mal’. “Eu não falo mal nem do vizinho…”. Mas, segundo ela, o governo Lula não entendeu o principal desafio do século 21.
16h59 – Segundo a senadora, como presidente, ela terá mais condições, porque o presidente dá as diretrizes do governo. Lembra que o programa de desmatamento do governo foi coordenado pela Casa Civil, que tem poder de convocação.
16h56 – Perguntada porque não fez as coisas que afirma que irá fazer enquanto era ministra, Marina diz que “as pessoas precisam entender que um ministro não tem todo esse poder, é uma pessoa dentro de um processo, há outros ministros.”
16h54 – Marina disse que foi favorável ao aumento para os aposentados, mas também foi favorável ao veto para o fim do fator previdenciário. “O País não tem condições de agüentar mais esse peso”
16h51 – “A reforma da previdência que eu defendo é a que sai da situação de dependência para uma situação de capitalização”. Marina lembra também que é preciso resolver a questão da informalidade para resolver a previdência.
16h43 – A candidata do PV diz que este está na hora dos programas assistenciais de 3ª geração. Elogia o Bolsa-Família, mas diz que “não podemos ficar presos a eles”. “Precisamos investir em educação, permitir que as pessoas saiam do Bolsa-Família”.
16h43 – Marina vê diálogo possível com a bancada ruralista no Congresso, caso seja eleita. “Tem o caminho de baixo, de quem quer derrubar a legislação ambiental. Precisamos seguir o caminho de cima, de investir em tecnologia, em conhecimento. Gostaria de chegar para os pecuaristas e dizer ‘vocês sempre foram vistos como os vilões. Mas se a gente investir em tecnologia, em conhecimento, vocês vão produzir mais e liberar 70 milhões de hectares do desmatamento e criar uma nova narrativa sobre esses produtos.”
16h42 – Marina diz que vai trabalhar no Senado para derrubar o novo Código Florestal.
16h38 – Marina volta a criticar o novo Código Florestal: “É um estelionato ambiental. Como ficam aqueles que, a duras penas, conseguiram cumprir a legislação ambiental? Nós podemos dobrar a nossa produção sem derrubar uma árvore. É um retrocesso.”
16h34 – Perguntada sobre a taxação de grandes fortunas, ela diz que essa questão deveria entrar na discussão de uma reforma tributária mais ampla, “porque o pobre paga mais de forma indireta”.
16h34 – Sobre Guilherme Leal, Marina diz que seu vice tem um grande compromisso ético e é fruto de sua própria educação.
16h32 – Perguntada sobre sua declaração de renda, Marina diz que, apesar de ter boa renda, optou por não juntar patrimônio e que parte de seu dinheiro é usado para ajudar sua família e para financiar sua luta ambiental.
16h29 – Marina, sobre a questão do plebiscito entre PT x PSDB: “No primeiro turno, a gente vota em quem a gente acredita, em quem a gente gosta”.
fonte: Radar Politico -Estadao -15/07/2010
http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2010/07/15/marina-silva-participa-de-sabatina-acompanhe-ao-vivo/
Seção: Coberturas ao vivo
Eleições
Marina Silva
15.julho.2010 16:13:26
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, participou nesta quinta-feira, 15, em São Paulo, de uma sabatina promovida pela Record News e pelo portal R7. Entre outros temas, Marina aproveitou para criticar o código florestal aprovado na Câmara e diz que vai combater o projeto no Senado: “é estelionato ambiental”, afirmou. A senadora também criticou a conduta do presidente quanto à legislação eleitoral: “o presidente Lula
Marina deu a entender que não dificilmente aceitaria um cargo no governo de Dilma ou de Serra, dizendo que já deu sua contribuição para o Ministério do Meio Ambiente e que existe uma gama de pessoas capacitadas para assumir a função.
Evangélica, Marina se delcarou perplexa com a polêmica sobre suas posições religiosas. ”A vida toda combati o preconceito contra as pessoas que não são crentes. Nunca gostei daquela exposição sobre o presidente FHC, nunca gostei daquilo de dizerem que o Lula ia queimar bíblias. Então me causa um estranhamento ver que existe esse preconceito (contra quem tem fé)”, declarou ao ser questionada sobre o ensino religioso nas escolas.
Marina diz que nunca bebeu nem fumou maconha: “só Biotônico Fontoura”
Após a sabatina, a senadora conversou com os jornalistas e comentou os frequentes casos de desrespeito à legislação eleitoral. “As extrapolações estão acontecendo e precisam ser freadas pela legislação e pela própria Justiça Eleitoral, seja aqui em São Paulo, seja no governo federal.”
“O presidente Lula precisa dar o exemplo. O presidente, como cidadão, ele tem de se manifestar, compreendendo que ele é presidente da República e que muitas vezes o que ele diz, a depender do lugar, a depender do contexto, pode caracterizar direcionamento político. E a figura dele tem de se resgarduar desse tipo de encaminhamento, que muitas vezes levam a esse estranhamento, a essas multas que ele levou. O que não é bom para a democracia, não é bom para o próprio cargo e função de presidente da República”, acrescentou.
Marina evitou julgar o caso das cartilhas produzidas pelo governo para que o eleitor apoie as candidaturas de mulheres. “Se não tiver uma orientação direcionada para essa ou aquela candidatura, temos que ver. No Congresso, quando nós fizemos a lei das cotas, a gente estabeleceu inclusive que deveriam ser criados mecanismos de incentivo às candidaturas femininas. Tem que ver se isso não está respaldado nesse processo. Eu não conheço a cartilha, não sei como está feita a cartilha. Obviamente que a sociedade brasileira tem de estar zelando pelo princípio de equidade no processo eleitoral”, afirmou.
Participaram da sabatina os jornalistas Christina Lemos, da TV Record, Eduardo Ribeiro, da Record News, Gisele Silva, editora de Brasil do R7, e o blogueiro Marco Antonio Araújo, do R7.
Veja como foi a sabatina:
18h02 – “Precisamos de uma visão de País que nos coloque a altura do que somos, uma potência ambiental”. E a sabatina é encerrada.
17h58 – Perguntada sobre distribuição de camisinha, Marina diz que não entra na questão da Igreja Católica, mas defendeu que se tenha uma política preventiva: “Não é só uma questão de distribuir camisinha. É uma questão de educação. Você tem de ter uma política para a prevenção da gravidez precoce, das doenças sexualmente transmissíveis.”
17h57 – Marina diz que só discute o segundo turno no segundo turno, e defende também um plebiscito para resolver a questão do aborto.
17h54 – Marina diz que já deu sua contribuição para o Ministério do Meio Ambiente e que existe uma gama de pessoas capacitadas para assumir a função no governo Dilma ou no governo Serra.
17h50 – Sobre a questão do ensino religioso nas escolas, Marina diz que não defende e nunca defendeu o ensino religioso nas escolas. “A vida toda combati o preconceito contra as pessoas que não são crentes. Nunca gostei daquela exposição sobre o presidente FHC, nunca gostei daquilo de dizerem que o Lula ia queimar bíblias. Então me causa um estranhamento ver que existe esse preconceito (contra quem tem fé).”
17h48 – “Acho muito positivo ter duas mulheres concorrendo, está mais do que na hora de ter uma mulher na Presidência”. Segundo ela, relação com Dilma é de amizade. “Tenhos carinho e respeito pelos dois (Serra e Dilma)”.
17h43 – Para Marina, não dá para tratar o chá do Santo Daime com preconceito. “Usado fora de contexto, pode causar problema. Tem essa função alucinógena, mas no contexto da religião, tem outra função”.
17h40 – Marina diz que nunca bebeu álcool e nunca fumou maconha: “só biotônico fontoura”. Sobre a descriminalização da maconha, a senadora diz que é contra, mas entende que isso deveria ser levado a plebiscito popular.
17h35 – Ainda sobre a polêmica do casamento gay, Marina diz que defende os direitos civis, mas que entende que o casamento é um sacramento e isso ela não defende. Sobre a adoção por casais gays, diz não ter opinião formada, mas que essa é uma questão para especialistas. Diz também que é preciso levar em conta que há muitas crianças abandonadas, e é melhor que elas tenham um lar.
17h30 – Para Marina, é possível fazer aliança programática na democracia. “Quero governar com os melhores do PT, do PSDB, e do PMDB. O PT achou que podia governar sem conversar com o PSDB, acabou ficando refém do fisiologismo do PMDB, o PSDB ficou refém do fisiologismo do DEM. Quero governar em cima de programa. Não precisa ser em troca de cargo. Muitas pessoas se mobilizam por achar que estão contribuindo para o País.”
17h25 – “A revolução cubana resgatou uma série de questões como a saúde, a educação, mas essa revolução precisa ser completada, isso só acontece com democracia”. Marina elogia a política internacional de Lula, sobretudo ao se aproximar da África. Para ela, por Lula ter sua história ligada à luta pela democracia, causou estranhamento o posicionamento assumido diante do Irã e de Cuba.
17h19 – “Nós tivemos ganhos com o Plano Real, tivemos ganhos com o Bolsa Família. Agora, os ganhos não devem levar à complacência, como se já estivesse tudo pronto, tudo feito”.
17h17 – Marina diz que o Brasil tem baixa inclusão digital, e que pretende ampliar o acesso à banda larga. Ela defende a atuação do Estado e da iniciativa privada para isso.
17h13 – Na volta do intervalo, Marina fala sobre educação. “Precisamos de um sistema nacional de educação integral. Precisamos investir mais na educação, na qualidade dos professores, computador nas escolas, utilizando o melhor da tecnologia digital, precisamos uma escola que seja favorável ao conhecimento, ao gosto de aprender. Nós queremos ensinar como aprendemos no passado, e isso não é mais possível”.
17h05 – Para a candidata, sua saída acabou forçando o presidente Lula a manter sua política contra o desmatamento. “A questão da ética é uma questão que eu tenho que ser vigilante onde eu estiver, eu fazia isso no PT, faço isso no PV. Mas mudar a visão sobre o que é o desafio desse século, comprometer o planeta pelo lucro de algumas décadas, isso eu não estava conseguindo fazer no PT.”
17h01 – Marina diz que o presidente também acaba sofrendo com as contradições da sociedade, nega que esteja poupando o governo Lula, mas diz não gostar do termo ‘falar mal’. “Eu não falo mal nem do vizinho…”. Mas, segundo ela, o governo Lula não entendeu o principal desafio do século 21.
16h59 – Segundo a senadora, como presidente, ela terá mais condições, porque o presidente dá as diretrizes do governo. Lembra que o programa de desmatamento do governo foi coordenado pela Casa Civil, que tem poder de convocação.
16h56 – Perguntada porque não fez as coisas que afirma que irá fazer enquanto era ministra, Marina diz que “as pessoas precisam entender que um ministro não tem todo esse poder, é uma pessoa dentro de um processo, há outros ministros.”
16h54 – Marina disse que foi favorável ao aumento para os aposentados, mas também foi favorável ao veto para o fim do fator previdenciário. “O País não tem condições de agüentar mais esse peso”
16h51 – “A reforma da previdência que eu defendo é a que sai da situação de dependência para uma situação de capitalização”. Marina lembra também que é preciso resolver a questão da informalidade para resolver a previdência.
16h43 – A candidata do PV diz que este está na hora dos programas assistenciais de 3ª geração. Elogia o Bolsa-Família, mas diz que “não podemos ficar presos a eles”. “Precisamos investir em educação, permitir que as pessoas saiam do Bolsa-Família”.
16h43 – Marina vê diálogo possível com a bancada ruralista no Congresso, caso seja eleita. “Tem o caminho de baixo, de quem quer derrubar a legislação ambiental. Precisamos seguir o caminho de cima, de investir em tecnologia, em conhecimento. Gostaria de chegar para os pecuaristas e dizer ‘vocês sempre foram vistos como os vilões. Mas se a gente investir em tecnologia, em conhecimento, vocês vão produzir mais e liberar 70 milhões de hectares do desmatamento e criar uma nova narrativa sobre esses produtos.”
16h42 – Marina diz que vai trabalhar no Senado para derrubar o novo Código Florestal.
16h38 – Marina volta a criticar o novo Código Florestal: “É um estelionato ambiental. Como ficam aqueles que, a duras penas, conseguiram cumprir a legislação ambiental? Nós podemos dobrar a nossa produção sem derrubar uma árvore. É um retrocesso.”
16h34 – Perguntada sobre a taxação de grandes fortunas, ela diz que essa questão deveria entrar na discussão de uma reforma tributária mais ampla, “porque o pobre paga mais de forma indireta”.
16h34 – Sobre Guilherme Leal, Marina diz que seu vice tem um grande compromisso ético e é fruto de sua própria educação.
16h32 – Perguntada sobre sua declaração de renda, Marina diz que, apesar de ter boa renda, optou por não juntar patrimônio e que parte de seu dinheiro é usado para ajudar sua família e para financiar sua luta ambiental.
16h29 – Marina, sobre a questão do plebiscito entre PT x PSDB: “No primeiro turno, a gente vota em quem a gente acredita, em quem a gente gosta”.
fonte: Radar Politico -Estadao -15/07/2010
http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2010/07/15/marina-silva-participa-de-sabatina-acompanhe-ao-vivo/
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19:16
Postado por
Marcos H. Ribeiro
sábado, 17 de julho de 2010
Brasil responde por 74% de todas áreas destinadas à conservação no mundo
No domingo (18) completa 10 anos o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), o conjunto das unidades de conservação nas três esferas de governo – federal, estadual e municipal – considerado uma conquista da legislação ambiental brasileira. Desde 2000, após a instituição do SNUC pela Lei nº 9.985, ocorreu um grande salto quantitativo de áreas protegidas no Brasil, com o acréscimo de 378 unidades em níveis federal, estadual e municipal, o que significa um incremento de aproximadamente 62% no número de UC e uma expansão de área de 105%, com a destinação de mais 78,5 milhões de hectares para a conservação da natureza. Em uma comparação mundial, o Brasil foi o responsável pela criação de 74% de todas as áreas destinadas à conservação no mundo entre 2003 e 2008.
Com 310 unidades federais, 620 estaduais e 59 municipais e ocupando 17,4% do território nacional, segundo dados do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, o SNUC vive hoje um momento crucial, em que busca dirimir o falso dilema entre conservação e desenvolvimento, propondo um olhar mais abrangente sobre os possíveis usos do solo, conforme estudo do Ministério do Meio Ambiente realizado em parceria com o Ipea e publicado no final de 2009 (3º Boletim Regional Urbano Ambiental).
Segundo o diretor de Áreas Protegidas do MMA, Fábio Araújo, “está ultrapassado o entendimento de que as áreas protegidas são necessariamente espaços que devem permanecer intocados. As 12 categorias do SNUC permitem uma grande variedade de possibilidades de uso do solo e de recursos naturais e potencializam atividades que contribuem para a geração de renda, emprego, aumento da qualidade de vida e o desenvolvimento do país, sem prejuízo à conservação ambiental”. Mesmo as unidades mais restritivas, como as reservas biológicas, permitem atividades de pesquisa que contribuem para o maior conhecimento da biodiversidade brasileira e seus usos. “As áreas protegidas devem ser entendidas como uma maneira especial de ordenamento territorial, e não como um entrave ao desenvolvimento econômico e socioambiental”, complementou.
Um novo olhar - De acordo com o estudo publicado pelo Ipea, para facilitar o entendimento sobre qual a contribuição das UC para o desenvolvimento do país, é preciso agrupá-las de acordo com a atividade econômica permitida em cada área. De acordo com esse enfoque, 11,67% da área protegida por UC no país apresentam grandes restrições do ponto de vista de uso econômico imediato. E nos outros 88,33%, que correspondem a 15,07% do território nacional, são possíveis usos econômicos que podem gerar efeitos positivos imediatos à economia regional, como atividades de turismo, produção florestal, extrativismo, e até mesmo agricultura, agropecuária e atividades industriais de baixo impacto ambiental.
Segundo o MMA, estudos têm constatado a importância das UCs para o desenvolvimento regional, principalmente na Amazônia. A experiência de manejo de pirarucus na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá no período de 1999 a 2005 evidencia que as técnicas de manejo para substituir a pesca predatória multiplicaram por oito a renda bruta dos pescadores na época de pesca desse peixe, que vai de setembro a novembro, além de garantir incremento no estoque de peixe disponível.
Outro exemplo é a organização da produção das famílias da Reserva Extrativista Chico Mendes, com a obtenção de uma certificação ambiental que possibilitou a entrada dos produtos extrativistas, em particular a castanha do Brasil, no mercado europeu. Estudos acadêmicos apontam que a renda per capita dos extrativistas que moram na Resex aumentou 30% após a certificação da castanha.
“Esse novo olhar fortalece o SNUC e permite observar de forma mais clara o papel das UCs no desenvolvimento sustentável e na redução da pobreza”, afirmou o diretor de Áreas Protegidas. Mas, apesar dos bons exemplos, iniciativas como essas ainda são pontuais. Para que as experiências se ampliem, é necessário implementar e consolidar efetivamente o SNUC, que atualmente acontece de maneira heterogênea, variando de unidades bem estruturadas, como o Parque Nacional de Iguaçu, as unidades que não dispõem da infraestrutura necessária para seu funcionamento. “As UCs, afinal, são o patrimônio natural do país. E como qualquer patrimônio exige investimentos para que possam gerar dividendos”, disse Fábio Araújo.
Investimentos - De acordo com estimativas do MMA publicadas em 2009, para que o SNUC funcione plenamente seriam necessários, anualmente, R$ 550 milhões para custeio do sistema federal e de R$ 360 milhões para os sistemas estaduais, além de aproximadamente R$ 600 milhões em investimentos em infraestrutura no sistema federal e de R$ 1,20 bilhão nos sistemas estaduais. Entretanto, em 2008, o sistema de gestão das UCs federais recebeu somente R$ 316 milhões do orçamento federal. Entre 2001 a 2008, o orçamento destinado às UCs federais aumentou 16,35%, enquanto a área somada das UCs federais teve uma expansão de 78,46%.
(Fonte: Ana Flora/ MMA)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/07/17/57701-brasil-responde-por-74-de-todas-areas-destinadas-a-conservacao-no-mundo.html
Com 310 unidades federais, 620 estaduais e 59 municipais e ocupando 17,4% do território nacional, segundo dados do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, o SNUC vive hoje um momento crucial, em que busca dirimir o falso dilema entre conservação e desenvolvimento, propondo um olhar mais abrangente sobre os possíveis usos do solo, conforme estudo do Ministério do Meio Ambiente realizado em parceria com o Ipea e publicado no final de 2009 (3º Boletim Regional Urbano Ambiental).
Segundo o diretor de Áreas Protegidas do MMA, Fábio Araújo, “está ultrapassado o entendimento de que as áreas protegidas são necessariamente espaços que devem permanecer intocados. As 12 categorias do SNUC permitem uma grande variedade de possibilidades de uso do solo e de recursos naturais e potencializam atividades que contribuem para a geração de renda, emprego, aumento da qualidade de vida e o desenvolvimento do país, sem prejuízo à conservação ambiental”. Mesmo as unidades mais restritivas, como as reservas biológicas, permitem atividades de pesquisa que contribuem para o maior conhecimento da biodiversidade brasileira e seus usos. “As áreas protegidas devem ser entendidas como uma maneira especial de ordenamento territorial, e não como um entrave ao desenvolvimento econômico e socioambiental”, complementou.
Um novo olhar - De acordo com o estudo publicado pelo Ipea, para facilitar o entendimento sobre qual a contribuição das UC para o desenvolvimento do país, é preciso agrupá-las de acordo com a atividade econômica permitida em cada área. De acordo com esse enfoque, 11,67% da área protegida por UC no país apresentam grandes restrições do ponto de vista de uso econômico imediato. E nos outros 88,33%, que correspondem a 15,07% do território nacional, são possíveis usos econômicos que podem gerar efeitos positivos imediatos à economia regional, como atividades de turismo, produção florestal, extrativismo, e até mesmo agricultura, agropecuária e atividades industriais de baixo impacto ambiental.
Segundo o MMA, estudos têm constatado a importância das UCs para o desenvolvimento regional, principalmente na Amazônia. A experiência de manejo de pirarucus na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá no período de 1999 a 2005 evidencia que as técnicas de manejo para substituir a pesca predatória multiplicaram por oito a renda bruta dos pescadores na época de pesca desse peixe, que vai de setembro a novembro, além de garantir incremento no estoque de peixe disponível.
Outro exemplo é a organização da produção das famílias da Reserva Extrativista Chico Mendes, com a obtenção de uma certificação ambiental que possibilitou a entrada dos produtos extrativistas, em particular a castanha do Brasil, no mercado europeu. Estudos acadêmicos apontam que a renda per capita dos extrativistas que moram na Resex aumentou 30% após a certificação da castanha.
“Esse novo olhar fortalece o SNUC e permite observar de forma mais clara o papel das UCs no desenvolvimento sustentável e na redução da pobreza”, afirmou o diretor de Áreas Protegidas. Mas, apesar dos bons exemplos, iniciativas como essas ainda são pontuais. Para que as experiências se ampliem, é necessário implementar e consolidar efetivamente o SNUC, que atualmente acontece de maneira heterogênea, variando de unidades bem estruturadas, como o Parque Nacional de Iguaçu, as unidades que não dispõem da infraestrutura necessária para seu funcionamento. “As UCs, afinal, são o patrimônio natural do país. E como qualquer patrimônio exige investimentos para que possam gerar dividendos”, disse Fábio Araújo.
Investimentos - De acordo com estimativas do MMA publicadas em 2009, para que o SNUC funcione plenamente seriam necessários, anualmente, R$ 550 milhões para custeio do sistema federal e de R$ 360 milhões para os sistemas estaduais, além de aproximadamente R$ 600 milhões em investimentos em infraestrutura no sistema federal e de R$ 1,20 bilhão nos sistemas estaduais. Entretanto, em 2008, o sistema de gestão das UCs federais recebeu somente R$ 316 milhões do orçamento federal. Entre 2001 a 2008, o orçamento destinado às UCs federais aumentou 16,35%, enquanto a área somada das UCs federais teve uma expansão de 78,46%.
(Fonte: Ana Flora/ MMA)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/07/17/57701-brasil-responde-por-74-de-todas-areas-destinadas-a-conservacao-no-mundo.html
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Marcos H. Ribeiro
17/07 - DIA DE PROTEÇÃO ÀS FLORESTAS - A importância da floresta para o meio ambiente
17/07 - DIA DE PROTEÇÃO ÀS FLORESTAS - A importância da floresta para o meio ambiente
Por Laerte Scanavaca Júnior, engenheiro florestal, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente
No Brasil, 87% da população vive em centros urbanos. O clima urbano difere consideravelmente do ambiente natural. As cidades distanciam-se cada vez mais da natureza utilizando materiais como ferro, aço, amianto, vidro, piche, entre outros. Estes materiais geralmente são refletores e contribuem para a criação da ilhas ou bolsões de calor nas cidades. Em função disso, o clima é semelhante ao do deserto, quente e seco durante o dia e frio durante a noite.
A impermeabilização dos solos causam grandes problemas também na medida que evitam ou impedem a infiltração da água, forçando-a para a calha dos rios, muitas vezes criando enchentes, já que os rios não conseguem absorver um volume tão grande de água num curto espaço de tempo.
Benefícios da arborização
Os benefícios advindos da arborização urbana promovem a melhoria da qualidade de vida e o embelezamento da cidade. Essa arborização depende do clima, tipo de solo, do espaço livre e do porte da árvore para se obter sucesso nas cidades. Além da função paisagística, a arborização proporciona à população proteção contra ventos, diminuição da poluição sonora, absorção de parte dos raios solares, sombreamento, atração e ambientação de pássaros, absorção da poluição atmosférica, neutralizando os seus efeitos na população, valorização da propriedade pela beleza cênica, higienização mental e reorientação do vento.
A floresta, quando em equilíbrio, reduz ao mínimo a saída de nutrientes do ecossistema. O solo pode manter o mesmo nível de fertilidade ou até melhorá-lo ao longo do tempo.
Uma floresta não perturbada apresenta grande estabilidade, isto é, os nutrientes introduzidos no ecossistema pela chuva e intemperismo geológico estão em equilíbrio com os nutrientes perdidos por lixiviação para os rios ou lençol freático. Os nutrientes, uma vez introduzidos no ecossistema, podem se reciclar por um longo tempo, função da eficiência biogeoquímica e bioquímica das espécies florestais do sistema.
O entendimento da relação das florestas implantadas com a água é uma questão muito complexa e deve levar em consideração as múltiplas atividades antrópicas, tendo como unidade a microbacia. Deste modo, a floresta deve ser apreciada como uma atividade agrícola qualquer, que visa a produção de biomassa com intenção de obter algum lucro. Assim, além do consumo de água, devemos contabilizar a sua qualidade, o regime de vazão e a saúde do ecossistema aquático. Possibilita também uma visão mais abrangente sobre a relação do uso da terra, seja na produção florestal, agrícola, pecuária, abertura de estradas, urbanização, enfim, toda e qualquer alteração antrópica na paisagem e a conservação dos recursos hídricos.
Quem sabe assim, a sociedade perceba que uma possível diminuição na quantidade de água, deterioração de sua qualidade ou a degradação hidrológica não está somente nas florestas implantadas mas numa infinidade de outras atividades antrópicas de práticas de manejo.
As florestas per se não melhoram a qualidade da água mas alguns de seu atributos como a cor aparente, que está relacionada com a quantidade de matéria orgânica e sedimentos na água. Estudos compararam a cor aparente da água de microbacias com florestas nativas, reflorestadas com eucaliptos e com pastagem. Nas florestas nativas, a variabilidade natural só é alterada com as chuvas em grandes quantidades. Para os eucaliptais, mesmo com operações drásticas como construção de estradas ou exploração florestal tendem a voltar ao equilíbrio dinâmico rapidamente. Para a pastagem entretanto, a concentração de sedimentos suspensos na água é exageradamente elevado o tempo todo.
O custo específico com produtos químicos nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) eleva-se com a redução do percentual de cobertura florestal da bacia de abastecimento. Nos EUA, o estado de Nova Iorque investiu em áreas de preservação permanente - APPs, e os responsáveis garantem que para cada um dólar investido economizam sete dólares no tratamento de água.
Pelos resultados das pesquisas percebe-se que as florestas são importantes por vários fatores, mas principalmente em relação aos recursos hídricos, por que interceptam a água das chuvas reduzindo o risco de erosão, aumentam a capacidade de infiltração da água no solo tornando-o mais poroso e a estabilidade do sistema ou microssistema funcionando com tampão, isto é, liberando ou retendo água.
Fonte: Embrapa Meio Ambiente - www.cnpma.embrapa.br
Por Laerte Scanavaca Júnior, engenheiro florestal, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente
No Brasil, 87% da população vive em centros urbanos. O clima urbano difere consideravelmente do ambiente natural. As cidades distanciam-se cada vez mais da natureza utilizando materiais como ferro, aço, amianto, vidro, piche, entre outros. Estes materiais geralmente são refletores e contribuem para a criação da ilhas ou bolsões de calor nas cidades. Em função disso, o clima é semelhante ao do deserto, quente e seco durante o dia e frio durante a noite.
A impermeabilização dos solos causam grandes problemas também na medida que evitam ou impedem a infiltração da água, forçando-a para a calha dos rios, muitas vezes criando enchentes, já que os rios não conseguem absorver um volume tão grande de água num curto espaço de tempo.
Benefícios da arborização
Os benefícios advindos da arborização urbana promovem a melhoria da qualidade de vida e o embelezamento da cidade. Essa arborização depende do clima, tipo de solo, do espaço livre e do porte da árvore para se obter sucesso nas cidades. Além da função paisagística, a arborização proporciona à população proteção contra ventos, diminuição da poluição sonora, absorção de parte dos raios solares, sombreamento, atração e ambientação de pássaros, absorção da poluição atmosférica, neutralizando os seus efeitos na população, valorização da propriedade pela beleza cênica, higienização mental e reorientação do vento.
A floresta, quando em equilíbrio, reduz ao mínimo a saída de nutrientes do ecossistema. O solo pode manter o mesmo nível de fertilidade ou até melhorá-lo ao longo do tempo.
Uma floresta não perturbada apresenta grande estabilidade, isto é, os nutrientes introduzidos no ecossistema pela chuva e intemperismo geológico estão em equilíbrio com os nutrientes perdidos por lixiviação para os rios ou lençol freático. Os nutrientes, uma vez introduzidos no ecossistema, podem se reciclar por um longo tempo, função da eficiência biogeoquímica e bioquímica das espécies florestais do sistema.
O entendimento da relação das florestas implantadas com a água é uma questão muito complexa e deve levar em consideração as múltiplas atividades antrópicas, tendo como unidade a microbacia. Deste modo, a floresta deve ser apreciada como uma atividade agrícola qualquer, que visa a produção de biomassa com intenção de obter algum lucro. Assim, além do consumo de água, devemos contabilizar a sua qualidade, o regime de vazão e a saúde do ecossistema aquático. Possibilita também uma visão mais abrangente sobre a relação do uso da terra, seja na produção florestal, agrícola, pecuária, abertura de estradas, urbanização, enfim, toda e qualquer alteração antrópica na paisagem e a conservação dos recursos hídricos.
Quem sabe assim, a sociedade perceba que uma possível diminuição na quantidade de água, deterioração de sua qualidade ou a degradação hidrológica não está somente nas florestas implantadas mas numa infinidade de outras atividades antrópicas de práticas de manejo.
As florestas per se não melhoram a qualidade da água mas alguns de seu atributos como a cor aparente, que está relacionada com a quantidade de matéria orgânica e sedimentos na água. Estudos compararam a cor aparente da água de microbacias com florestas nativas, reflorestadas com eucaliptos e com pastagem. Nas florestas nativas, a variabilidade natural só é alterada com as chuvas em grandes quantidades. Para os eucaliptais, mesmo com operações drásticas como construção de estradas ou exploração florestal tendem a voltar ao equilíbrio dinâmico rapidamente. Para a pastagem entretanto, a concentração de sedimentos suspensos na água é exageradamente elevado o tempo todo.
O custo específico com produtos químicos nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) eleva-se com a redução do percentual de cobertura florestal da bacia de abastecimento. Nos EUA, o estado de Nova Iorque investiu em áreas de preservação permanente - APPs, e os responsáveis garantem que para cada um dólar investido economizam sete dólares no tratamento de água.
Pelos resultados das pesquisas percebe-se que as florestas são importantes por vários fatores, mas principalmente em relação aos recursos hídricos, por que interceptam a água das chuvas reduzindo o risco de erosão, aumentam a capacidade de infiltração da água no solo tornando-o mais poroso e a estabilidade do sistema ou microssistema funcionando com tampão, isto é, liberando ou retendo água.
Fonte: Embrapa Meio Ambiente - www.cnpma.embrapa.br
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Marcos H. Ribeiro
DIA DE PROTEÇÃO À FLORESTA - 17 DE JULHO
As Florestas são santuários, que em cada região do mundo abrigam variados exemplares da fauna e flora.
Através da ação do homem e das mudanças climáticas muitas áreas que antes eram cobertas por florestas, hoje, são apenas pequenas reservas mantidas por legislações e atividades conservacionistas.
O 17 de julho é considerado o Dia de Proteção às Florestas, aproveite o dia de hoje para aumentar seus conhecimentos sobre as áreas florestadas do Brasil.
Quem sabe além de plantar árvores, você cuida para que não sejam derrubadas desordenadamente.
Através da ação do homem e das mudanças climáticas muitas áreas que antes eram cobertas por florestas, hoje, são apenas pequenas reservas mantidas por legislações e atividades conservacionistas.
O 17 de julho é considerado o Dia de Proteção às Florestas, aproveite o dia de hoje para aumentar seus conhecimentos sobre as áreas florestadas do Brasil.
Quem sabe além de plantar árvores, você cuida para que não sejam derrubadas desordenadamente.
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18:37
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Marcos H. Ribeiro
quarta-feira, 14 de julho de 2010
População protesta contra mudanças no Código Florestal
Na semana passada, diversas cidades realizaram manifestações com caixões e coroas de flores, simbolizando a morte do Código Florestal e também de bens fundamentais de nosso patrimônio natural, como a água, as florestas, a biodiversidade e a regulação do clima. Brasília, Salvador, Fortaleza e Recife protestaram contra as mudanças na legislação e antes da votação, a Fundação SOS Mata Atlântica também participou de ações pelo Código em Natal, Curitiba, Blumenau, Rio de Janeiro e São Paulo. A Comissão Especial do Código Florestal na Câmara dos Deputados aprovou na dia 6 de julho diversas alterações na legislação. As mudanças, defendidas pela bancada ruralista e pelo setor do agronegócio, haviam sido compiladas em um relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo no início de junho. O texto aprovado pela Comissão segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados, mas ainda não tem data definida para entrar em votação. "Iniciativas como a dos ambientalistas gaúchos são fundamentais para mostrar para a população o que está acontecendo em Brasília e como alguns deputados vêm destruindo o meio ambiente e ameaçando nosso futuro", destaca Mario Mantovani, diretor de políticas públicas da Fundação. "Os brasileiros estão preocupados com seu patrimônio natural e não querem ver as leis ambientais destroçadas, mas muitas vezes nem ficam sabendo o que acontece no Congresso. Por isso essas mobilizações regionais são tão importantes", defende. Para saber como os deputados votaram na comissão e como foram as manifestações nas últimas cidades, acesse o site da campanha Exterminadores do Futuro /.
registre suas condolências SOS Mata Atlantica ou qualquer outra ONG de defesa do meio Ambiente que seja de sua confiança.
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23:37
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Marcos H. Ribeiro
Proposta de alteração do Código é tema de debate
Nesta sexta-feira (16 de julho) o deputado Aldo Rebelo (PCdoB - SP) e os ambientalistas Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra Amazônia Brasileira, e Rafael Cruz, Coordenador da Campanha do Greenpeace pelo Código Florestal, debatem o tema Código Florestal - reforma e polêmica. Rebelo foi o relator do controverso substitutivo aprovado recentemente na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que desagradou ambientalistas e atiçou a disputa entre a bancada "verde" e a bancada ruralista. Os debates acontecem no Auditório Eva Hertz, na Avenida Paulista, 2073, das 12h30 às 13h30, com entrada gratuita. As vagas serão limitadas por ordem de chegada. Quem perder os eventos ainda poderá acompanhá-los pela cobertura especial do programa Planeta Eldorado, da Rádio Eldorado, que vai ao ar no final de semana, ou acessar o conteúdo dos debates pelo www.territorioeldorado.com.br.
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Marcos H. Ribeiro
sexta-feira, 9 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Carta ao presidente: Código Florestal
Carta ao presidente: Código Florestal
Ao Exmo. Presidente da República.
Senhor Luiz Inácio Lula da Silva
Comunico a V. Excia que a Secretária Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas recebeu das organizações signatárias do Observatório do Clima, carta manifestando suas inquietações frente à proposta de substitutivo ao Código Florestal Brasileiro, apresentado pelo Deputado Aldo Rebelo, em tramitação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, criada para este fim.
Na avaliação dessas entidades as medidas propostas não se coadunam com as metas brasileiras de mitigação de gases de efeito estufa vinculadas ao Uso da Terra - em especial sobre a redução do desmatamento - levadas à 15ª Conferência das Partes da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), realizada em Copenhague (Dinamarca), em dezembro 2009, e incorporadas a Política Nacional sobre Mudança do Clima, Lei Federal nº 12.187/2009.
O Observatório do Clima entende que o texto, caso aprovado, irá contribuir para o aumento do desmatamento em todo o território nacional, uma vez que, segundo avaliação dessas entidades, anistiará o desmatamento ilegal registrado até 22 de junho de 2008, além de isentar de reservas legais as propriedades rurais de até 04 módulos fiscais.
Preocupa também o estabelecimento de um período de 05 anos destinado a regularização voluntária, com suspensão de multas, até que governos Estaduais implementem seus planos de regularização ambiental.
Como forma de cumprir seus objetivos institucionais este Fórum irá promover a discussão das vinculações das propostas assentadas ao Código Florestal Brasileiro e seus rebatimentos na Política e no Plano Nacional sobre Mudança do Clima.
Atenciosamente
Luiz Pinguelli Rosa
Secretário do executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas
organizações signatárias do Observatório do Clima:
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
APREC Ecossistemas Costeiros
Conservação Internacional - Brasil
Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável
Fundação O Boticário de Proteção à Natureza
Fundação SOS Mata Atlântica
GTA - Grupo de Trabalho Amazônico
ICLEI-Brasil
Instituto BioAtlântica - IBio
IDESAM - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas
Instituto Centro de Vida – ICV
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – IMAZON
Instituto Ecológica
Instituto Socioambiental – ISA
IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia
Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais
SOS Amazônia
SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental
TNC do Brasil
WWF-Brasil
Fonte: SOS MATA ATLANTICA (SOSMA)
http://www.sosma.org.br/index.php?section=content&action=contentDetails&idContent=550
Ao Exmo. Presidente da República.
Senhor Luiz Inácio Lula da Silva
Comunico a V. Excia que a Secretária Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas recebeu das organizações signatárias do Observatório do Clima, carta manifestando suas inquietações frente à proposta de substitutivo ao Código Florestal Brasileiro, apresentado pelo Deputado Aldo Rebelo, em tramitação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, criada para este fim.
Na avaliação dessas entidades as medidas propostas não se coadunam com as metas brasileiras de mitigação de gases de efeito estufa vinculadas ao Uso da Terra - em especial sobre a redução do desmatamento - levadas à 15ª Conferência das Partes da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), realizada em Copenhague (Dinamarca), em dezembro 2009, e incorporadas a Política Nacional sobre Mudança do Clima, Lei Federal nº 12.187/2009.
O Observatório do Clima entende que o texto, caso aprovado, irá contribuir para o aumento do desmatamento em todo o território nacional, uma vez que, segundo avaliação dessas entidades, anistiará o desmatamento ilegal registrado até 22 de junho de 2008, além de isentar de reservas legais as propriedades rurais de até 04 módulos fiscais.
Preocupa também o estabelecimento de um período de 05 anos destinado a regularização voluntária, com suspensão de multas, até que governos Estaduais implementem seus planos de regularização ambiental.
Como forma de cumprir seus objetivos institucionais este Fórum irá promover a discussão das vinculações das propostas assentadas ao Código Florestal Brasileiro e seus rebatimentos na Política e no Plano Nacional sobre Mudança do Clima.
Atenciosamente
Luiz Pinguelli Rosa
Secretário do executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas
organizações signatárias do Observatório do Clima:
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
APREC Ecossistemas Costeiros
Conservação Internacional - Brasil
Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável
Fundação O Boticário de Proteção à Natureza
Fundação SOS Mata Atlântica
GTA - Grupo de Trabalho Amazônico
ICLEI-Brasil
Instituto BioAtlântica - IBio
IDESAM - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas
Instituto Centro de Vida – ICV
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – IMAZON
Instituto Ecológica
Instituto Socioambiental – ISA
IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia
Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais
SOS Amazônia
SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental
TNC do Brasil
WWF-Brasil
Fonte: SOS MATA ATLANTICA (SOSMA)
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23:03
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Marcos H. Ribeiro
Vigílias em Protesto pela Aprovação de um novo Código Florestal Brasileiro
com pesar, que a Comissão Especial para a Reforma do Código Florestal Brasileiro aprovou hoje, terça-feira do dia 06 de julho de 2010, por 13 votos a 5, o texto-base do relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que propõe uma nova legislação ambiental.
A SOS Mata Atlântica realizará três vigílias em protesto da aprovação. Seguem as informações de datas e locais. Compartilhe com seus amigos e conhecidos.
BRASÍLIA
Data: Dia 07/julho, quarta-feira, 8h30
Local: Gramado em frente ao Congresso Nacional
SALVADOR
Data: Dia 08/julho, quinta-feira, 10h
Local: Praça Municipal, em frente ao Elevador Lacerda
RECIFE
Data: Dia 10/julho, sábado, 9h
Local: Orla de Boa Viagem, em frente ao Edifício Acaiaca (caminhada até a Praça de Boa Viagem)
A SOS Mata Atlântica realizará três vigílias em protesto da aprovação. Seguem as informações de datas e locais. Compartilhe com seus amigos e conhecidos.
BRASÍLIA
Data: Dia 07/julho, quarta-feira, 8h30
Local: Gramado em frente ao Congresso Nacional
SALVADOR
Data: Dia 08/julho, quinta-feira, 10h
Local: Praça Municipal, em frente ao Elevador Lacerda
RECIFE
Data: Dia 10/julho, sábado, 9h
Local: Orla de Boa Viagem, em frente ao Edifício Acaiaca (caminhada até a Praça de Boa Viagem)
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23:00
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Marcos H. Ribeiro
Má notícia: Relatório do deputado Aldo Rebelo é aprovado pela Comissão Especial
Com o placar de 13 votos a favor do relatório do deputado Aldo Rebelo e cinco votos contra, a Comissão Especial sobre o Código Florestal Brasileiro aprovou hoje a proposta a favor do agronegócio e em detrimento da qualidade de vida de milhões de brasileiros. Agora o novo Código Florestal segue para votação na Câmara dos Deputados. A Fundação SOS Mata Atlântica, diversas ONGs ambientais, movimentos sociais e a Frente Parlamentar Ambientalista realizam amanhã (07/07), às 08h30, no gramado em frente à Câmara dos Deputados, uma vigília para chamar a atenção sobre a possível aprovação de mudanças na legislação ambiental brasileira, retrocessos que colocam em risco todo o patrimônio natural do país. A manifestação contar& aacute; com caixões, carros de som, coroas de flores, cruzes, faixas de luto e a bandeira da SOS Mata Atlântica, que simboliza a bandeira nacional sem parte do seu verde. A ação representa a morte do Código Florestal e também de bens fundamentais para nossa sobrevivência, como a água, as florestas, a biodiversidade e a regulação do clima. “Estamos fazendo essa manifestação para mostrar para a população o que está acontecendo em Brasília e como alguns deputados vêm destruindo o meio ambiente e ameaçando nosso futuro”, afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Se você quiser registrar suas condolências, entre na www.conexaososma.org.br e para mais informações acesse www.sosma.org.br/exterminadores .O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, com o apoio de diversas outras instituições, enviou para o presidente Luis Inácio Lula da Silva carta em que expõe suas preocupações para com o cumprimento de metas na redução dos gases do efeito estufa. Leia o texto na íntegra no Portal da SOS Mata Atlântica.
Um representante dos agricultores disfarçado de comunista e jornalista conseguiu aprovar alterações do codigo florestal brasileiro que é atual,ajuda maus agricultores que irão desmatar. NAS ELEIÇÕES PASSE A MOTOSERRA DE SEU VOTO NESTES INIMIGOS DA NATUREZA.
Fonte: SOS MATA ATLANTICA
www.sosma.org.br/
www.sosma.org.br/exterminadores
www.conexaososma.org.br
Um representante dos agricultores disfarçado de comunista e jornalista conseguiu aprovar alterações do codigo florestal brasileiro que é atual,ajuda maus agricultores que irão desmatar. NAS ELEIÇÕES PASSE A MOTOSERRA DE SEU VOTO NESTES INIMIGOS DA NATUREZA.
Fonte: SOS MATA ATLANTICA
www.sosma.org.br/
www.sosma.org.br/exterminadores
www.conexaososma.org.br
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19:58
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Marcos H. Ribeiro
segunda-feira, 5 de julho de 2010
ONG's assinam nota pública sobre Código Florestal, desmatamento zero e competitividade agrícola em repúdio ao estudo americano “Fazendas aqui, florestas lá”.
Recentemente lançado nos Estados Unidos, o estudo “Fazendas aqui, florestas lá”, patrocinado pela organização National Farmers Union (União Nacional de Fazendeiros), principal sindicato rural norte-americano, e apoiado pela Avoided Deforestation Partners (Parceiros pelo Desmatamento Evitado) – uma aliança informal de pessoas e organizações que defendem o fim do desmatamento no mundo, foi feito para promover a aprovação da lei de mudanças climáticas, em tramitação no Senado americano. Um dos dispositivos desse projeto de lei prevê a possibilidade de que grandes poluidores norte-americanos possam compensar suas emissões de gases do efeito estufa, financiando a proteção de florestas em países tropicais. É o caso da Indonésia e do Brasil, onde o desmatamento torna esses dois países o terceiro e o quarto maiores poluidores do clima no planeta, respectivamente.
Elaborado com a intenção de convencer parte da bancada republicana – contrária à lei – a mudar de posição, sobretudo a pertencente a estados com grande produção agropecuária, o estudo defende que o investimento em mecanismos de desmatamento evitado em países tropicais elevaria os ganhos da agricultura norte-americana, não só diminuindo os custos com a mudança de tecnologia para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, mas, sobretudo, afastando a competição de produtores rurais desses países, que hoje competem diretamente com os americanos pelos mercados de commodities agrícolas. Segundo o estudo, os ganhos poderiam alcançar US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030 só com a diminuição da competição dos países tropicais.
Em função dessa conclusão infundada, esse estudo vem sendo usado, nos últimos dias, por diversos parlamentares e lideranças ruralistas brasileiros para defender a tese de que a proteção de florestas no Brasil é algo que contrariaria o interesse nacional. Com isso, querem justificar a necessidade de aprovação de um projeto de lei que altera dramaticamente a legislação florestal brasileira. Nessa história, no entanto, estão enganados os ruralistas norte-americanos e os brasileiros.
Em primeiro lugar o estudo, que desconhece a realidade brasileira, é equivocado ao assumir que o fim do desmatamento por aqui significaria paralisar a expansão da produção de commodities agrícolas a preços competitivos. Segundo dados da Universidade de São Paulo/Esalq, temos pelo menos 61 milhões de hectares de terras de elevado potencial agrícola hoje ocupadas por pecuária de baixa produtividade e que podem ser rapidamente convertidas em áreas de expansão agrícola. Com o fim da expansão horizontal da fronteira agrícola, há forte tendência de valorização da terra e de substituição dos sistemas de produção agropecuária de baixa produtividade (que garimpam os nutrientes e degradam o meio ambiente) por sistemas de produção mais intensivos e com maior produtividade. Estudos da Embrapa mostram que há um cenário ganha-ganha quando se incorpora tecnologias (recuperação de áreas de pastagens degradadas, agricultura com plantio direto, sistemas integrados de lavoura-pecuária e lavoura-pecuária-floresta) nas áreas atualmente ocupadas com agricultura e pecuária, aumentando a produção, reduzindo custos e emissões de gases do efeito estufa. No caso do Brasil, onde 4/5 das terras agricultáveis são ocupadas por pastagens, tais ganhos são especialmente expressivos - de forma que poderíamos dobrar nossa produção de alimentos sem ter que derrubar novas áreas de floresta e ainda recuperando aquelas áreas onde o reflorestamento se faz necessário por seu potencial de prover serviços ecossistêmicos.
Portanto, o aumento da produção agrícola não passa necessariamente pelo aumento ou continuidade do desmatamento, como quer fazer crer o estudo norte-americano. Os produtores competitivos não são os que usam métodos do século XVIII, grilando terras públicas, desmatando e usando mão de obra escrava e sonegando impostos. Pelo contrário, são os que investem em tecnologia e mão de obra qualificada para o bom aproveitamento de terras com infraestrutura adequada. Por essa razão até mesmo a Confederação Nacional da Agricultura – CNA, afirma que não é mais necessário desmatar para aumentar e fortalecera produção agropecuária brasileira.
Não devemos esquecer que a preservação e a recuperação de florestas no Brasil interessam, antes de tudo, a nós mesmos. O fornecimento de produtos florestais, a regulação das águas e do clima, a manutenção da biodiversidade, são todos serviços ambientais prestados exclusivamente pelas florestas e indispensáveis à sustentação da agropecuária nacional.
Frente a isso, repudiamos não só as conclusões do estudo norte-americano, como a tentativa de usá-lo para legitimar propostas que, essas sim, atentam contra o interesse nacional, ao permitir o desmate de mais de 80 milhões de hectares e a anistia definitiva para aqueles já ocorridos, o que coloca em cheque a possibilidade de cumprirmos com as metas assumidas de redução de emissões de gases de efeito estufa e recuperar a oferta de serviços ambientais em regiões hoje totalmente desreguladas, algumas inclusive em desertificação. Aumentar a produção agropecuária com base no desmatamento de novas áreas é uma lógica com data marcada para acabar, tão logo os recursos naturais se esgotem e o clima se modifique. Não podemos, nesse momento em que o Código Florestal pode vir a ser desfigurado pela bancada ruralista do Congresso Nacional, nos desviar da discussão que realmente interessa ao país, que é saber se precisamos ou não das florestas para o nosso próprio bem-estar e desenvolvimento.
A defesa das florestas é matéria de alto e urgente interesse nacional.
Assinam:
Amigos da Terra – Amazônia brasileira
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida- APREMAVI
Conservação Internacional – CI-Brasil
Fundação SOS Mata Atlântica
Fórum Carajás
Greenpeace
Grupo de Trabalho Amazônico - GTA
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia - IMAZON
Instituto Centro de Vida - ICV
Instituto Socioambiental
fonte: Greenpeace
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Nota-sobre-competitividade-agricola/
Elaborado com a intenção de convencer parte da bancada republicana – contrária à lei – a mudar de posição, sobretudo a pertencente a estados com grande produção agropecuária, o estudo defende que o investimento em mecanismos de desmatamento evitado em países tropicais elevaria os ganhos da agricultura norte-americana, não só diminuindo os custos com a mudança de tecnologia para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, mas, sobretudo, afastando a competição de produtores rurais desses países, que hoje competem diretamente com os americanos pelos mercados de commodities agrícolas. Segundo o estudo, os ganhos poderiam alcançar US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030 só com a diminuição da competição dos países tropicais.
Em função dessa conclusão infundada, esse estudo vem sendo usado, nos últimos dias, por diversos parlamentares e lideranças ruralistas brasileiros para defender a tese de que a proteção de florestas no Brasil é algo que contrariaria o interesse nacional. Com isso, querem justificar a necessidade de aprovação de um projeto de lei que altera dramaticamente a legislação florestal brasileira. Nessa história, no entanto, estão enganados os ruralistas norte-americanos e os brasileiros.
Em primeiro lugar o estudo, que desconhece a realidade brasileira, é equivocado ao assumir que o fim do desmatamento por aqui significaria paralisar a expansão da produção de commodities agrícolas a preços competitivos. Segundo dados da Universidade de São Paulo/Esalq, temos pelo menos 61 milhões de hectares de terras de elevado potencial agrícola hoje ocupadas por pecuária de baixa produtividade e que podem ser rapidamente convertidas em áreas de expansão agrícola. Com o fim da expansão horizontal da fronteira agrícola, há forte tendência de valorização da terra e de substituição dos sistemas de produção agropecuária de baixa produtividade (que garimpam os nutrientes e degradam o meio ambiente) por sistemas de produção mais intensivos e com maior produtividade. Estudos da Embrapa mostram que há um cenário ganha-ganha quando se incorpora tecnologias (recuperação de áreas de pastagens degradadas, agricultura com plantio direto, sistemas integrados de lavoura-pecuária e lavoura-pecuária-floresta) nas áreas atualmente ocupadas com agricultura e pecuária, aumentando a produção, reduzindo custos e emissões de gases do efeito estufa. No caso do Brasil, onde 4/5 das terras agricultáveis são ocupadas por pastagens, tais ganhos são especialmente expressivos - de forma que poderíamos dobrar nossa produção de alimentos sem ter que derrubar novas áreas de floresta e ainda recuperando aquelas áreas onde o reflorestamento se faz necessário por seu potencial de prover serviços ecossistêmicos.
Portanto, o aumento da produção agrícola não passa necessariamente pelo aumento ou continuidade do desmatamento, como quer fazer crer o estudo norte-americano. Os produtores competitivos não são os que usam métodos do século XVIII, grilando terras públicas, desmatando e usando mão de obra escrava e sonegando impostos. Pelo contrário, são os que investem em tecnologia e mão de obra qualificada para o bom aproveitamento de terras com infraestrutura adequada. Por essa razão até mesmo a Confederação Nacional da Agricultura – CNA, afirma que não é mais necessário desmatar para aumentar e fortalecera produção agropecuária brasileira.
Não devemos esquecer que a preservação e a recuperação de florestas no Brasil interessam, antes de tudo, a nós mesmos. O fornecimento de produtos florestais, a regulação das águas e do clima, a manutenção da biodiversidade, são todos serviços ambientais prestados exclusivamente pelas florestas e indispensáveis à sustentação da agropecuária nacional.
Frente a isso, repudiamos não só as conclusões do estudo norte-americano, como a tentativa de usá-lo para legitimar propostas que, essas sim, atentam contra o interesse nacional, ao permitir o desmate de mais de 80 milhões de hectares e a anistia definitiva para aqueles já ocorridos, o que coloca em cheque a possibilidade de cumprirmos com as metas assumidas de redução de emissões de gases de efeito estufa e recuperar a oferta de serviços ambientais em regiões hoje totalmente desreguladas, algumas inclusive em desertificação. Aumentar a produção agropecuária com base no desmatamento de novas áreas é uma lógica com data marcada para acabar, tão logo os recursos naturais se esgotem e o clima se modifique. Não podemos, nesse momento em que o Código Florestal pode vir a ser desfigurado pela bancada ruralista do Congresso Nacional, nos desviar da discussão que realmente interessa ao país, que é saber se precisamos ou não das florestas para o nosso próprio bem-estar e desenvolvimento.
A defesa das florestas é matéria de alto e urgente interesse nacional.
Assinam:
Amigos da Terra – Amazônia brasileira
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida- APREMAVI
Conservação Internacional – CI-Brasil
Fundação SOS Mata Atlântica
Fórum Carajás
Greenpeace
Grupo de Trabalho Amazônico - GTA
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia - IMAZON
Instituto Centro de Vida - ICV
Instituto Socioambiental
fonte: Greenpeace
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Nota-sobre-competitividade-agricola/
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11:00
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Marcos H. Ribeiro
Cidades que não destroem a floresta
Limpar a ilegalidade a cadeia de produção de madeira, que rege sua retirada da Amazônia, dá trabalho. Mas também dá resultados positivos quando o governo compra a causa.
O governo de São Paulo fechou as portas do Estado para madeira ilegal. A cidade de Americana, no interior paulista, há três anos incluiu como critério de compra nas licitações municipais a madeira de origem legal. São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, construiu a primeira obra pública realizada totalmente com madeira certificada pelo FSC, que segue parâmetros sociais e ambientais.
Esses são alguns exemplos de sucesso do programa "Cidade Amiga da Amazônia", que cresceu tanto a ponto de englobar também Estados. São também amostras de que é possível construir parcerias positivas para coibir a exploração injustificada da Amazônia.
Durante cinco anos, prefeituras e governos trabalharam com o Greenpeace para criar uma legislação municipal e eliminar a madeira de origem ilegal e de desmatamentos criminosos de todas as compras municipais. Governos estaduais e municipais têm uma grande responsabilidade em provocar uma mudança no consumo de madeira pela administração pública, pois respondem por um terço desse mercado no Brasil.
A floresta amazônica vira diversos tipos de produtos como móveis, forros, pisos, esquadrias e casas pré-fabricadas. O setor de construção civil também usa muita madeira na fundação e estruturação das obras, para marcar e nivelar o terreno, nas formas de concreto e também em acabamentos como portas e janelas.
Antes de o Greenpeace chamar a atenção para o problema, muita madeira amazônica era retirada de forma ilegal e predatória, pois é mais barato assim. Afinal, quem não segue a lei não paga impostos, remunera mal os empregados e comumente invade áreas públicas ou protegidas, ação promovida por grileiros e madeireiros mal-intencionados para conseguir matéria-prima. Essa madeira extraída de forma irregular é muito menos custosa do que a produzida em planos de manejo sustentável, que demandam conhecimento técnico, documentação regular e responsabilidade social.
Assim, a madeira de origem ilegal domina o mercado por conta da abundância e do preço baixo, e quem compra esse produto é conivente com a ilegalidade. Ao participar de um projeto que visa a limpar a cadeira de produção, prefeituras e governos estaduais contribuem de forma concreta para mudar esse quadro. É o mercado consumidor fazendo a sua parte para garantir um futuro para a maior floresta tropical do planeta e condições decentes de sobrevivência aos seus 20 milhões de habitantes.
Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Acre já aderiram, além de 32 cidades incluindo as capitais Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Hoje, o programa Cidade Amiga Amazônia está sob a guarda da Fundação Getúlio Vargas, que ampliou sua atuação e abrangência. No site da Rede Amigos da Amazônia (www.raa.org.br), é possível conferir se sua cidade aparece na lista de lugares que protegem a floresta. Se ela não está lá, leve a questão para a prefeitura e exija respostas concretas.
fonte: Greenpeace
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Cidades-que-nao-destroem-a-Amazonia/
O governo de São Paulo fechou as portas do Estado para madeira ilegal. A cidade de Americana, no interior paulista, há três anos incluiu como critério de compra nas licitações municipais a madeira de origem legal. São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, construiu a primeira obra pública realizada totalmente com madeira certificada pelo FSC, que segue parâmetros sociais e ambientais.
Esses são alguns exemplos de sucesso do programa "Cidade Amiga da Amazônia", que cresceu tanto a ponto de englobar também Estados. São também amostras de que é possível construir parcerias positivas para coibir a exploração injustificada da Amazônia.
Durante cinco anos, prefeituras e governos trabalharam com o Greenpeace para criar uma legislação municipal e eliminar a madeira de origem ilegal e de desmatamentos criminosos de todas as compras municipais. Governos estaduais e municipais têm uma grande responsabilidade em provocar uma mudança no consumo de madeira pela administração pública, pois respondem por um terço desse mercado no Brasil.
A floresta amazônica vira diversos tipos de produtos como móveis, forros, pisos, esquadrias e casas pré-fabricadas. O setor de construção civil também usa muita madeira na fundação e estruturação das obras, para marcar e nivelar o terreno, nas formas de concreto e também em acabamentos como portas e janelas.
Antes de o Greenpeace chamar a atenção para o problema, muita madeira amazônica era retirada de forma ilegal e predatória, pois é mais barato assim. Afinal, quem não segue a lei não paga impostos, remunera mal os empregados e comumente invade áreas públicas ou protegidas, ação promovida por grileiros e madeireiros mal-intencionados para conseguir matéria-prima. Essa madeira extraída de forma irregular é muito menos custosa do que a produzida em planos de manejo sustentável, que demandam conhecimento técnico, documentação regular e responsabilidade social.
Assim, a madeira de origem ilegal domina o mercado por conta da abundância e do preço baixo, e quem compra esse produto é conivente com a ilegalidade. Ao participar de um projeto que visa a limpar a cadeira de produção, prefeituras e governos estaduais contribuem de forma concreta para mudar esse quadro. É o mercado consumidor fazendo a sua parte para garantir um futuro para a maior floresta tropical do planeta e condições decentes de sobrevivência aos seus 20 milhões de habitantes.
Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Acre já aderiram, além de 32 cidades incluindo as capitais Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Hoje, o programa Cidade Amiga Amazônia está sob a guarda da Fundação Getúlio Vargas, que ampliou sua atuação e abrangência. No site da Rede Amigos da Amazônia (www.raa.org.br), é possível conferir se sua cidade aparece na lista de lugares que protegem a floresta. Se ela não está lá, leve a questão para a prefeitura e exija respostas concretas.
fonte: Greenpeace
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Cidades-que-nao-destroem-a-Amazonia/
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10:58
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Marcos H. Ribeiro
SALVE O CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO
Deputados da bancada ruralista querem destruir o nosso Código Florestal, reduzindo drasticamente as áreas de proteção e anistiando crimes ambientais. Caso aprovadas, essas emendas terão um impacto devastador no Brasil e no mundo. Precisamos de soluções sustentáveis para o desenvolvimento e não um retrocesso ambiental! Vamos conseguir 200.000 nomes em defesa do Código Florestal.
Nós sabemos que se nos unirmos, nossa voz é poderosa. Assine a petição abaixo!
Aos deputados brasileiros: Nós pedimos que vocês rejeitem qualquer tentativa de alterar ou enfraquecer o Código Florestal Brasileiro. Qualquer mudança no Código deverá fortalecer as proteções ao meio ambiente e favorecer pequenos agricultores, não o grande agronegócio. Nós pedimos a vocês que protejam o patrimônio natural e o futuro do Brasil.
https://secure.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/?fp
Nós sabemos que se nos unirmos, nossa voz é poderosa. Assine a petição abaixo!
Aos deputados brasileiros: Nós pedimos que vocês rejeitem qualquer tentativa de alterar ou enfraquecer o Código Florestal Brasileiro. Qualquer mudança no Código deverá fortalecer as proteções ao meio ambiente e favorecer pequenos agricultores, não o grande agronegócio. Nós pedimos a vocês que protejam o patrimônio natural e o futuro do Brasil.
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Marcos H. Ribeiro
domingo, 4 de julho de 2010
Aldo Rebelo ataca novamente
Uma assessora do PCdoB, bedel do deputado Aldo Rebelo, disparou nesta sexta-feira, 2 de julho, um spam para todos que assinaram a petição do Greenpeace pedindo para ele deixar nossas florestas em paz.O texto, como é de feitio do Aldo, ataca o Greenpeace e fala de supostos financiamentos da ExxonMobil à organização. Produzido com informações de um grupo de direita americano, é um conjunto de velhas teorias conspiratórias que chegam a entrar em conflito entre si.
Qualquer pessoa que siga minimamente o trabalho do Greenpeace sabe muito bem da preocupação da organização com o futuro, ameaçado pelo aquecimento global. Sabe também como o Greenpeace luta para que o mundo deixe de consumir tanto petróleo e passe a investir em energias renováveis, deixe de desmatar e mantenha suas florestas em pé.
A Fundação Rockefeller, que financiou projeto do Greenpeace nos Estados Unidos, é bancada por John D. Rockefeller e Olympia Snowe, netos do fundador da empresa que anos depois virou a ExxonMobil.Os dois não concordam com a linha poluente da empresa inaugurada por seu avô, tanto que pressionam a diretoria para deixar o petróleo de lado e investir em fontes renováveis de energia leia reportagem sobre o assunto, em inglês. Se o dinheiro proveniente da fundação influenciasse o direcionamento do trabalho da organização, o Greenpeace não bateria na ExxonMobil – justamente o contrário do que acontece.
O deputado Aldo Rebelo, do PCdoB de São Paulo, recai novamente no erro de não ouvir a sociedade brasileira que se preocupa com o futuro do planeta. Ele quer tanto abrir espaço para o desmatamento que dispara esse spam na véspera da votação de sua proposta de alteração do Código Florestal, marcada para o início da próxima semana. Ao mandar uma assessora conduzir uma campanha difamatória, o deputado se esconde covardemente e usa seu partido para defender os interesses dos políticos mais atrasados do Brasil, que têm a motosserra nas mãos.
Ou seja em defesa dos interesses dos ruralistas(2% da população) e aumento do desmatamento esse deputado pseudo comunista quer que 98% da população brasileira tenha um pais sem floresta, sem matas.
Qualquer pessoa que siga minimamente o trabalho do Greenpeace sabe muito bem da preocupação da organização com o futuro, ameaçado pelo aquecimento global. Sabe também como o Greenpeace luta para que o mundo deixe de consumir tanto petróleo e passe a investir em energias renováveis, deixe de desmatar e mantenha suas florestas em pé.
A Fundação Rockefeller, que financiou projeto do Greenpeace nos Estados Unidos, é bancada por John D. Rockefeller e Olympia Snowe, netos do fundador da empresa que anos depois virou a ExxonMobil.Os dois não concordam com a linha poluente da empresa inaugurada por seu avô, tanto que pressionam a diretoria para deixar o petróleo de lado e investir em fontes renováveis de energia leia reportagem sobre o assunto, em inglês. Se o dinheiro proveniente da fundação influenciasse o direcionamento do trabalho da organização, o Greenpeace não bateria na ExxonMobil – justamente o contrário do que acontece.
O deputado Aldo Rebelo, do PCdoB de São Paulo, recai novamente no erro de não ouvir a sociedade brasileira que se preocupa com o futuro do planeta. Ele quer tanto abrir espaço para o desmatamento que dispara esse spam na véspera da votação de sua proposta de alteração do Código Florestal, marcada para o início da próxima semana. Ao mandar uma assessora conduzir uma campanha difamatória, o deputado se esconde covardemente e usa seu partido para defender os interesses dos políticos mais atrasados do Brasil, que têm a motosserra nas mãos.
Ou seja em defesa dos interesses dos ruralistas(2% da população) e aumento do desmatamento esse deputado pseudo comunista quer que 98% da população brasileira tenha um pais sem floresta, sem matas.
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16:34
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Marcos H. Ribeiro
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