sábado, 25 de setembro de 2010

Programa BNDES Mata Atlântica aprova primeiro projeto de reflorestamento

 Mesmo com várias noticias ruins, e inumeras queimadas no pais uma boa noticia, projetos de reflorestamento.
 
Agência Brasil
 
O projeto de reflorestamento de 155 hectares de Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo do Instituto Terra vai receber R$ 2,5 milhões em recursos não reembolsáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O anúncio foi feito nesta quarta pelo banco. É o primeiro projeto do Programa Iniciativa BNDES Mata Atlântica, que foi lançado no primeiro semestre do ano passado, com dotação prevista de R$ 15 milhões para o período de dois anos.
O superintendente executivo do Instituto Terra, Adonai Lacruz, disse hoje que a proposta do Instituto Terra ter sido o primeiro projeto aprovado pelo BNDES “demonstra que a gente está fazendo um trabalho transparente, bacana. A nossa expectativa agora é poder fazer a recuperação dessas áreas, aumentando a cobertura vegetal na região, dando continuidade a um trabalho que a gente já faz há 11 anos”.
O projeto prevê o plantio de espécies nativas em 100 hectares na Reserva Ecológica de Itapina, situada no município de Colatina (ES) e em 55 hectares de mata ciliar na Fazenda Bulcão, que é a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) criada em área degradada de Mata Atlântica, em Aimorés (MG).
Na reserva, de 710 hectares, situada na fazenda que pertenceu à família do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, criador do Instituto Terra, 60% da floresta foi replantada. “Com esses recursos do BNDES, a gente vai fazer toda a mata ciliar aqui da RPPN”, disse Lacruz.
O Instituto Terra está restaurando cerca de 4 mil hectares de Mata Atlântica. O instituto atua na região do Vale do Rio Doce, que abrange 230 municípios entre Minas Gerais e o Espírito Santo em uma área que corresponde à superfície de Portugal.


Fonte: Estadão
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,programa-bndes-mata-atlantica-aprova-primeiro-projeto-de-reflorestamento,613758,0.htm

O massacre dos golfinhos

Assista o documentário The Cove, vencedor do Oscar de 2010, que conta a história de uma enseada na cidade de Taiji, no Japão, onde todo mês de setembro se dá o maior massacre de golfinhos do mundo. A matança ultra-secreta foi revelada pelos documentaristas e pelo diretor Luc Besson depois de uma operação totalmente ilegal naquele país, quase uma guerrilha high-tech.














O filme é bárbaro,  empolga ver até onde as pessoas vão para revelar uma história.

O  argumento de que, em se tratando de biodiversidade, os bichos mais fofinhos são sempre os mais favorecidos. É uma pedra no sapato dos ativistas pela preservação dos tubarões, por exemplo. Golfinhos pode ser cafona de tão cult . Mas há alguma coisa poderosa na relação que se estabelece com espécies tão inteligentes, e os golfinhos são considerados os mais próximos dos seres humanos nesse quesito.

O movimento “salvem as baleias” está entre os mais icônicos da história do ambientalismo. O turning point foi quando o canto desses animais ficou conhecido e daí se descobriu uma forma de comunicação, ou seja, de inteligência, de senso de comunidade e autoconsciência. São esses elementos, que nos acostumamos a entender apenas como humanos, que fazem com que o argumento da extinção nem seja o mais importante. Lá nos confins dos gens que dão origem à ética, dá simplesmente para sentir que matar esses animais é errado. É como matar gente. É visceral.

Outra coisa que nunca consegui entender é como um animal mundialmente protegido desde 1986 pode continuar sendo abatido sob a justificativa de “pesquisa científica”. O mundo inteiro sabe que isso é uma mentira deslavada. Como é que a Comissão Baleeira Internacional engole a ladainha japonesa de que são baleias e golfinhos (e não a sobrepesca) que estão esgotando os peixes do cardápio humano? E como é que golfinhos até hoje não gozam da mesma proteção, ainda que capenga, conferida às baleias?

"Siga o dinheiro" é a resposta. O governo do Japão compra o voto de países miseráveis africanos e insulares, muitos dos quais não têm nenhuma relação comercial ou cultural com cetáceos. Seus representantes ganham trocados de propina e apoio para infra-estrutura de pesca e assim se consegue reproduzir a oposição “pobres contra ricos”, difícil de contornar.

 Delegados de países pobres africanos e pequenas ilhas recebem ajuda financeira, verba para reuniões da comissão e garotas de programa tudo pago pelo governo japones.

 The Cove ainda não esta disponível no Brasil, mas você  pode baixar no Itunes por um preço razoável. Vale a pena.


adaptado do original de Carolina Derivi.
 

Degelo na Antártica prejudica vida marinha

ANDREA VIALLI, com AGÊNCIAS - O Estado de S.Paulo
O degelo das geleiras da Antártica deve afetar a fauna e a flora marinha dos países da América Latina e trazer prejuízos econômicos no futuro próximo, advertiu ontem o Instituto Antártico, do Equador.
"Os oceanos estão se tornando cada vez mais ácidos, em razão das entradas de um maior volume de água doce, decorrente do derretimento das geleiras", explica José Olmedo, diretor do instituto. O especialista participou de uma reunião sobre o tema, nas Ilhas Galápagos, que reuniu representantes de 50 países, entre eles o Brasil, e terminou ontem em Quito, no Equador.
A principal conclusão do encontro é que o aquecimento global já afeta os ecossistemas da Antártica. A acidificação dos oceanos, segundo Olmedo, debilita a vida dos organismos marinhos, como pinguins, focas e aves, e os obriga a migrar para outras regiões em busca de alimento, além de reduzir populações de peixes e outras espécies.
Olmedo ressaltou que o derretimento do nível das geleiras, que elevará o nível do mar, trará consequências para a população costeira de todo o continente. O especialista propõe que os países latino-americanos aumentem os estudos sobre a influência das mudanças climáticas no continente gelado. "O que afeta a Antártica afetará toda a América Latina", diz.
SUSTENTABILIDADE
Empresas questionam óleo de palma nos EUA

Mais um grande grupo anunciou ontem nos Estados Unidos que vai rever os contratos com fornecedores de óleo de palma. A General Mills, do setor de alimentos, anunciou que vai parar de comprar óleo de palma de empresas acusadas de desmatamento na Indonésia, como a Sinar Mas. "Estamos preocupados com o papel que a produção do óleo de palma tem na devastação das florestas tropicais", anunciou a companhia em seu site. Nos últimos anos, ONGs têm alertado as empresas sobre os crescentes desmatamentos em regiões da Ásia para o plantio de palma. Outras empresas, como Unilever, Nestlé, Kraft e Burger King, haviam rompido contratos com a Sinar Mas pelo mesmo motivo.

FLORESTAS
Cartilha orientará para acesso a crédito

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão responsável pela concessão de florestas, está lançando um guia sobre como obter crédito para atividades florestais. A publicação, de 40 páginas, apresenta 14 linhas de financiamento disponíveis para o setor florestal. As linhas de crédito são voltadas a atividades como reflorestamento e manejo.

Fonte: Estadão/Planeta
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100925/not_imp615060,0.php

COP da biodiversidade pode virar uma nova ‘Copenhague’

Há grande risco de fracasso o tratado para biodiversidade lembra Copenhague, daqui a pouco não teremos água, matas... vamos comer dinheiro e beber moedas e respirar poluição.
 
 
Afra Balazina - O Estado de S. Paulo
O secretário nacional de Biodiversidade e Florestas, Bráulio Dias, afirmou nesta quinta que “há um grande risco de fracasso” em obter um tratado entre os países para proteger a biodiversidade mundial na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), em outubro, em Nagoya (Japão). Ele contou a má notícia em evento em São Paulo.

De acordo com o secretário, uma reunião de diplomatas preparatória para a COP 10 que ocorreu nesta semana em Montreal (Canadá) terminou sem avanços significativos.
“Isso vai ser uma grande derrota para todos nós. Estamos num momento muito delicado. Podemos ter uma nova Copenhague”, disse ele, referindo-se à Conferência do Clima da ONU realizada no ano passado na Dinamarca, que também acabou sem um acordo.
Em Nagoya, um dos principais objetivos é traçar metas de preservação da biodiversidade para os próximos dez anos – com o agravante de que muitas das metas propostas para até 2010 não terem sido cumpridas. O Brasil, por exemplo, havia se comprometido a zerar o desmatamento da Mata Atlântica, o que não ocorreu.
Dias afirma que o prejuízo ao País com o fracasso de um acordo sobre biodiversidade será ainda maior do que o ocorrido no caso das mudanças climáticas. Isso porque “nós somos os maiores detentores de biodiversidade”.
Segundo ele, se “não conseguirmos regras adequadas” de acesso aos recursos da biodiversidade e de repartição de seus benefícios, os mais prejudicados serão os países ricos em biodiversidade, “em primeiro lugar o Brasil”. “Se não conseguirmos um plano estratégico ambicioso, mas factível, e com compromisso de implementação, vai chegar em 2020 e vão cobrar o Brasil, colocar a culpa no País”, diz.
Como nas negociações na área de aquecimento global, novamente se vê um enorme desencontro entre os interesses dos países em desenvolvimento e os dos países desenvolvidos – há uma polarização entre as nações do Norte do globo e as do Sul.
O secretário dá um exemplo: os europeus defendem metas extremamente ambiciosas – como a de interromper a perda de biodiversidade no planeta até 2020. Porém, não querem financiar a conservação da biodiversidade em países com menos recursos.
O Brasil não concorda com isso. Considera que os países desenvolvidos têm de garantir os meios para implementar a conservação da biodiversidade (com recursos financeiros, tecnologia e capacitação técnica de nações menos desenvolvidas). 
Dias diz que os países farão mais um esforço para chegar a um consenso já em Nagoya. “O governo brasileiro vai lutar até o fim para haver sucesso. Mas é preciso que esse tratado seja equilibrado.” 


Fonte: Estadão
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cop-da-biodiversidade-pode-virar-uma-nova-%E2%80%98copenhague,614312,0.htm

Presidenciáveis assumem compromisso em defesa das florestas

Além da postura contrária à anistia a quem desmatou ilegalmente, presidenciáveis defenderam a necessidade de recuperar as áreas e estimular a regularização das propriedades sem ter que mudar a lei. Sinal que o
código florestal não necessita alterações por ser atual como dizem os especialistas e nós tambem.
 


(Por SOS Florestas )


Os quatro principais candidatos à Presidência da República que receberam o questionário de 12 organizações socioambientalistas brasileiras coligadas no SOS Florestas, sobre as mudanças no Código Florestal, responderam às perguntas e se manifestaram contra os principais pontos da proposta, em especial o que anistia quem desmatou ilegalmente. Os candidatos rejeitaram as medidas que fragilizam a proteção às florestas no Brasil. Responderam ao questionário Dilma Rousseff (PT),  José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Leia aqui as respostas de cada candidato e a análise das respostas.

Na terça-feira, 21/09, membros do SOS Florestas encaminham ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, as respostas dos candidatos com o pedido de que sejam anexadas aos programas de governo apresentado por eles.

Todos, de alguma forma, reconheceram que eventos catastróficos, como deslizamentos de encostas e inundações, registrados no país com expressivo número de vítimas, estão diretamente relacionados à falta de cobertura vegetal e ocupação irregular de áreas frágeis. Além da postura contrária à anistia a quem desmatou ilegalmente, defenderam a necessidade de recuperar as áreas e estimular a regularização das propriedades sem ter que mudar a lei. Dessa forma, se colocam em oposição à posição defendida pelos ruralistas e acolhida pelo deputado Aldo Rebelo.

Para os quatro candidatos, é um pressuposto equivocado considerar a proteção às florestas como entrave ao agronegócio, como defendem os que apoiaram o relatório do deputado Rebelo. Uma equipe de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), liderada pelo professor doutor Gerd Sparovek, mostra que há no país 61 milhões de hectares de pastagens em terras com elevada ou média aptidão agrícola, tamanho equivalente a toda a área agrícola utilizada até hoje (67 milhões de hectares). Ao mesmo tempo, a maior parte da pecuária brasileira tem baixíssima produtividade (1,1 boi/hectare), embora já seja amplamente dominada a tecnologia para aumentar esse índice. Há, portanto, desperdício e mau uso das terras já disponíveis.

Todas as respostas consideraram ser dever dos particulares manter florestas em suas propriedades, e não só do Estado. O candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, é mais explícito ao defender a necessidade de criação de legislação que obrigue os particulares a manter as florestas em seus imóveis.

Questionados sobre a relação entre as possíveis alterações no Código Florestal e a Política Nacional de Mudanças Climáticas, todos os candidatos afirmaram que não é possível cumprir as metas de redução das emissões brasileiras se o projeto for sancionado da maneira como foi aprovado na comissão especial, em 6 de julho deste ano. Os candidatos admitiram a necessidade de desenvolver uma economia genuinamente florestal, zerar o desmatamento, adotar novos instrumentos e desenvolver pesquisas.

Os quatro presidenciáveis reforçaram a necessidade de mais diálogo com a sociedade para que não se aprove uma proposta que atenda apenas a interesses imediatos de um determinado setor. Os candidatos da oposição acusaram o governo Lula de ter sido dúbio na questão, enquanto Dilma afirma que o governo já estaria caminhando nesse sentido.

Para as organizações socioambientalistas que formularam o questionário, as discussões que levaram à proposta de alteração aprovada na comissão especial não conseguiram envolver adequadamente todos os setores, sobretudo a Academia. Grande parte das reuniões realizadas pelo país foram organizadas pelos sindicatos rurais, e só foram levadas em consideração as manifestações que corroboravam as posições pré-concebidas dos ruralistas. Agora os candidatos prometem tomar as rédeas desse processo, com uma metodologia mais participativa.

Na reunião de 6 de julho, os integrantes da Comissão Especial que votaram favoráveis aos relatório de Aldo Rebelo foram : Anselmo de Jesus (PT-RO), Homero Pereira (PR-MT), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Moacir Micheletto (PMDB-PR), Paulo Piau (PPS-MG), Valdir Colatto (PMDB-SC), Hernandes Amorim (PTB-RO), Marcos Montes (DEM-MG), Moreira Mendes (PPS-RO), Duarte Nogueira (PSDB-SP),  Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Reinhold Stephanes (PMDB-PR), Eduardo Seabra (PTB-AP),

Contrários ao relatório, votaram: Dr. Rosinha (PT-PR), Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Sarney Filho (PV-MA), Ivan Valente (PSOL-SP).

A proposta volta a ser analisada pelos deputados depois das eleições. No entanto, não há ainda prazo definido para a inclusão do texto na pauta.

Organizações que apoiam esta iniciativa:

  • Associação Ambientalista Copaíba
  • Fundação SOS Mata Atlântica
  • Greenpeace
  • Grupo Ambientalista da Bahia – GAMBA
  • Instituto Ambiental Vidagua
  • Instituto Centro de Vida (ICV)
  • Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – IMAFLORA
  • Instituto Socioambiental (ISA)
  • Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais
  • Mira-serra
  • Rede de ONGs da Mata Atlântica
  • WWF-Brasil

sábado, 11 de setembro de 2010

17 Idéias para você Salvar o Mundo

1. Informe-se
Acompanhe as notícias sobre o meio ambiente, atualize-se, estude a fundo os aspectos que mais lhe interessam
2. Aja localmente
Pense a respeito de como colaborar na família, na vizinhança, na escola dos filhos e na comunidade. Participe mais de tudo e difunda suas idéias sobre um mundo melhor.
3. Pense localmente
Estabeleça vínculo entre temas locais e globais. Apesar de magnitudes diferentes, os dois universos se correlacionam.
4. Some
Antes de pensar em formar uma organização não-governamental, procure ema parecida na qual você possa se engajar.
5. Otimismo é fundamental
Envolva-se de maneira criativa e divertida. Se quer atrair outras pessoas, pense em discursos e eventos positivos.
6. Seja efetivo
Envolva-se, torne-se ativo, mas não duplique suas obrigações. Trabalhe para ampliar sua efetividade.
7. Crie notícia
Identifique temas que possam interessar a muitas pessoas. Então, escreva para jornais, revistas, redes de rádio e TV.
8. Planeje sua família
Se a população da Terra, em 2050, ficará em 7,9 ou 10,9 bilhões de pessoas, conforme projeta a ONU, a diferença será de um filho por casal.
9. Não polua
Não jogue pilhas e baterias de celular no lixo comum. Mantenha bacias hidrográficas, rios, represas e lagoas livres de lixo ou qualquer tipo de resíduo. Lembre-se: o cano que sai da sua casa provavelmente deságua num rio, numa lagoa ou no mar.
10. Preserve a biodiversidade
Espécies animais e vegetais merecem respeito. Plante árvores: elas produzem oxigênio e são abrigos para aves.
11. Seja coerente
Economize energia, água, prefira equipamentos que não prejudiquem a camada de ozônio, reutilize materiais, recicle o lixo caseiro, use menos o carro, ande mais a pé, evite produtos de origem animal.
12. Passe a sua vida a limpo
Reveja seu estilo de vida. Pense num padrão condizente com o mundo sustentável.
13. Boicote
Engaje-se em movimentos de boicote a produtos que não respeitam o meio ambiente. Aliás, nem espere por moviemntos: faça isso sempre que cair a ficha.
14. Eleja e cobre
Fiscalize o trabalho e a postura dos deputados e senadores ligados à sua comunidade ou cidade. Escreva para eles fazendo sugestões ou cobranças.
15. Separe o joio
Nunca na história tivemos acesso a tanta informação - e também a tantas opiniões diferentes. Faça a coisa certa.
16. Ensine as crianças
Preparar as novas gerações à luz de princípios ecológicos é a garantia de um mundo mais redondo daqui para frente.
17. Acredite no futuro
Estimule idéias inovadoras, invista em grupos não-governamentais, renove sua crença de que tudo vai dar certo. Quanto mais pessoas acreditarem na paz, mas ela será possível.

Fonte: Super Especial - Como Salvar a Terra/junho 2001

Incubadora do Rio vai produzir mudas para reflorestar Mata Atlântica

A Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta, ganhou um reforço contra o desaparecimento. O Centro de Produção de Mudas para Reflorestamento da Mata Atlântica, inaugurado nesta sexta-feira (10) em Seropédica, na região metropolitana do Rio, visa à produção em grande escala de mudas que vão auxiliar na recuperação das matas ciliares, localizadas nas margens de rios importantes do estado.


O reflorestamento ocorrerá no Guandu, responsável por abastecer a capital e grande parte da Baixada Fluminense, e no Rio Macacu, que leva água aos municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
A incubadora terá capacidade de produzir 100 mil mudas por ano e funcionará na estação de tratamento de água do Guandu, no município de Seropédica. A iniciativa é da Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae).
O presidente da companhia, Wagner Victer, explicou que a intenção é de, nos próximos anos, plantar 3 milhões de mudas na região metropolitana do Rio. "E só no dia 21 de setembro, Dia Mundial da Árvore, vamos plantar uma quantidade recorde de 50 mil mudas. Além disso, vai melhorar o clima e ajudar no sequestro de carbono, que é o processo de remoção do gás carbônico do ar."
Além do viveiro de mudas, foi inaugurada também a Oficina de Treinamento de Costura Zuzu Angel, que treinará detentas do regime aberto e semiaberto do estado para confeccionar uniformes dos trabalhadores da Cedae. Os dois projetos, segundo o presidente da empresa estadual, atendem a uma recomendação do Comitê Olímpico Internacional (COI), visando aos Jogos Olímpicos de 2016 na cidade.

Fonte: Folha.com/Ambiente
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/796764-incubadora-do-rio-vai-produzir-mudas-para-reflorestar-mata-atlantica.shtml

Brasil vai conceder 14 milhões de hectares para manejo na Amazônia

Desmatamento a vista, como irão controlar o desmatamento? 30 anos de consessão para desmatar.. como irão preservar que politica estupida é essa? Espero que seja possivel este tipo de preservação, mas tenho dúvidas.

Empresas privadas poderão explorar região sob rigoroso plano que pretende limitar desmatamento

estadão.com.br
O governo brasileiro decidiu conceder uma área de 14 milhões de hectares da Amazônia - o equivalente ao dobro do território da Irlanda - para que empresas privadas explorem a região sob um rigoroso plano de manejo, que limitará o desmatamento à capacidade de regeneração da floresta. A informação é do diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Antonio Carlos Hummel, feita à agência AFP.
Após uma preparação que levou dois anos, a primeira concessão entrará em operação em outubro. Segundo o diretor do Instituto Florestal Tropical, Marco Lentini, "o manejo florestal pode ser a única atividade economicamente viável para muitos municípios e habitantes da Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, onde vivem 25 milhões de pessoas que precisam de fontes de rendimento".
De acordo com o plano de manejo, até cinco árvores podem ser cortadas para uma área equivalente a um campo de futebol. Depois disso, a região ficará 30 anos sem intervenção para que possa se regenerar.
A exploração descontrolada de madeira tem sido o grande motor do desmatamento da Amazônia, e seus impactos podem ser vistos no município de Paragominas (PA), onde grandes extensões de floresta foram convertidas em pastagem.
A meta é que esse plano, a ser utilizado em áreas públicas e privadas, contribua para diminuir o ritmo de desmatamento do Brasil, que atingiu o pico histórico de 27 mil km² em 2004 e, neste ano, deve atingir cerca de 5 mil km², o nível mais baixo depois de décadas.
Além das áreas que serão abertas para concessão, a Amazônia brasileira tem 210 milhões de hectares (42% da área total) protegidos, que incluem parques e reservas indígenas.


Fonte: Estadão
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,brasil-aposta-em-manejo-florestal-privado-para-salvar-a-amazonia,607558,0.htm


 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Devastar ecossistema e biodiversidade é mais oneroso do que preservá-los

 Devastação representa perdas de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões por ano, diz relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente; estudo cita exemplos de regiões que lucraram com o uso responsável dos recursos naturais
10 de setembro de 2010 | 0h 00


Manter os ecossistemas preservados é menos oneroso que devastar. Essa é uma das conclusões do relatório A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade para Políticas Locais e Regionais, apresentado ontem em Curitiba. O relatório faz parte de uma série de estudos que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) está lançando para a Conferência da Biodiversidade (COP-10) em Nagoya, Japão, em outubro.
Tiago Queiroz/AE-27/1/2007
Tiago Queiroz/AE-27/1/2007
O estudo, encomendado pelo G-8 + 5 (grupo dos países mais industrializados mais Brasil, África do Sul, China, Índia e México) e conhecido em inglês como Teeb, traz uma série de exemplos de regiões que lucraram com o uso responsável dos recursos naturais. Destaca 120 exemplos de decisões políticas que alteraram realidades degradantes ao meio ambiente, contando com a participação da comunidade - como a cidade de Curitiba, no Brasil. O objetivo do relatório é chamar a atenção para os benefícios econômicos globais da biodiversidade e somar forças que permitam ações concretas.
A devastação ambiental representa perdas de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões por ano, segundo o estudo. "Ver o tamanho econômico dos ecossistemas e deixá-los de fora das contas nacionais é um erro. Deixando isso invisível, você está criando uma falta de consciência", afirmou o economista indiano Pavan Sukhdev, coordenador do estudo.
Segundo ele, as comunidades pobres e rurais, que vivem em torno de florestas e dela retiram parte do sustento, são as que mais sofrem. No Brasil, ele estimou o número em 20 milhões de pessoas. "A biodiversidade é uma necessidade para os pobres e não apenas uma ligação afetiva para os ricos", afirmou Sukhdev.
Na questão da Amazônia, o economista acentuou que vale o "princípio do perigo". Segundo ele, a perda da Amazônia pode reduzir o suprimento de água e causar um prejuízo de US$ 1 trilhão para a produção agrícola de Brasil, Paraguai e Argentina. "Temos de tomar medidas de precaução para evitar que isso aconteça, pois é melhor errar pelo lado da precaução", diz.
O economista afirmou que o Brasil é uma "superpotência" em biodiversidade. O representante do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, concordou com a avaliação do economista, salientando que a biodiversidade no País ainda é tratada como potencial. "Temos as mais extensas florestas e convivemos com taxa grande de desmatamento, além de um aumento no desmatamento no Pantanal, que começa a preocupar", afirmou Dias.
Açaí. Como contribuição, o cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre apresentou a possibilidade de agregar valor à produção do açaí como alternativa a outras culturas que degradam a Floresta Amazônica.
Segundo ele, o açaí permite renda de US$ 206 a US$ 2.272 por hectare ao ano, contra US$ 100 a US$ 400 por hectare no caso da madeira ou de US$ 100 a US$ 200 por hectare ao ano para a soja. A pecuária renderia apenas US$ 20 a US$ 70 por hectare ao ano. No entanto, Nobre ressaltou que o produto sai do campo por US$ 200 e chega aos supermercados na Califórnia por US$ 70 mil. O valor é agregado por outras empresas do Sudeste e Sul do Brasil ou de outros países e não beneficia o produtor.

EXEMPLOS BEM-SUCEDIDOS
Vietnã
Nas costas, onde 70% da população está vulnerável a desastres naturais, comunidades passaram a proteger manguezais em vez de construir barreiras. Investimento de US$ 1,1 milhão poupou US$ 7,3 milhões por ano em manutenção dos diques.
Brasil
A cidade de Curitiba conseguiu aumentar a área verde por pessoa de menos de 1 metro/habitante para 52 m/h. Moradores plantaram 1,5 milhão de árvores e incentivos fiscais foram concedidos para estimular áreas verdes.
Equador
Quito, a capital do Equador, desenvolveu um fundo para água. Os recursos pagos pelos moradores do
município pela água são investidos na proteção das bacias hidrográficas e no reflorestamento.

PARA ENTENDER
Estudos serão lançados até a COP no Japão

O relatório A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade faz parte de uma série de cinco estudos que as Nações Unidas lançam até a Conferência da Biodiversidade (COP-10), em Nagoya, Japão, em outubro.
O objetivo do relatório é mensurar o papel dos ecossistemas e da biodiversidade na economia e alertar governantes e empresas para que se desenvolvam sem destruir o ambiente. O relatório é realizado por 140 especialistas de 40 países, com apoio financeiro da Comissão Europeia, Alemanha, Grã-Bretanha, Holanda, Noruega e Suécia.

Fonte: Estadão/
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100910/not_imp607730,0.php

Aquecimento de 1,3°C é inevitável, diz pesquisa

Aonde vamos parar com toda a onde de calor? É o começo do Apocalipse descrito em alguns livros sagrados?

O que aconteceria se a Terra parasse seu rimo de expansão e nenhuma nova usina ou veículo capaz de emitir carbono fossem construídos? Ainda assim, a temperatura do planeta aumentaria 1,3°C, até 2060, em relação ao período pré-industrial.

Aquecimento reduz neve do monte onde teria parado a arca de Noé
Brasil e China firmam acordo para monitorar mudanças climáticas
Mudança climática deve aumentar mortes por desastres naturais

A conclusão é de pesquisadores dos EUA, que fizeram um dos mais detalhados levantamentos sobre emissões de carbono ligadas à geração de energia e à estrutura de transportes. O material foi publicado na revista "Science" de ontem.

O planeta vai esquentar, mas para os os cientistas ele ainda não chegou ao patamar de aquecimento e emissões em que as consequências se tornam irreversíveis.

O aumento de 1,3°C em relação ao período anterior à revolução industrial --cerca de 0,5°C a mais que hoje-- foi considerado até modesto pelos pesquisadores, que esperavam crescimento de pelo menos 2°C.
A concentração de carbono na atmosfera, no mesmo período, deve ficar em 430 ppm (partes por milhão), valor também abaixo do que era esperado inicialmente pelos pesquisadores.
"Esse resultado nos surpreendeu", afirmou Steven Davis, da Instituição Carnegie para a Ciência, que chefiou o trabalho.
PIOR NO FUTURO
Segundo ele, porém, não há motivos para comemorar. Os resultados indicam que as principais ameaças ao planeta ainda estão por vir, devido ao sistema de geração de energia e transportes que são muito dependentes de combustíveis fósseis.
"É importante que nós façamos a coisa certa agora. Ou seja, construir tecnologias que gerem energia com baixa emissão de carbono", disse Ken Caldeira, também do Carnegie e autor do trabalho.
Para chegar ao resultado, os cientistas fizeram um levantamento sobre todas as usinas geradoras de energia em operação no mundo. Eles também estimaram as emissões do sistema global de transportes, que tem dois terços das operações com combustíveis fósseis.
Modelos computadorizados, que simulavam os cenários de emissão previstos pelo IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU), chegaram às conclusões.
Por conta da forte presença de termelétricas, a maior parte das emissões se concentra nos EUA, Europa Ocidental e China.
A vida útil média das unidades movidas a carvão é de 40 anos. As usinas chinesas, por serem mais novas, têm potencial para poluírem por mais tempo.

Fonte: Folha.com/Ambiente
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/796614-aquecimento-de-13c-e-inevitavel-diz-pesquisa.shtml

Desmatamento e queimadas causam 75% das emissões de gás carbônico, diz IBGE

Estudo divulgado nesta quarta-feira (1) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que o desmatamento e as queimadas respondem por mais de 75% das emissões de gás carbônico, sendo responsáveis por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa.

Em outros países, a elevação de CO2 é geralmente atribuída a combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), segundo o IBGE.

No Brasil, contudo, o principal agente é a destruição da vegetação natural, principalmente na Amazônia e no cerrado.

As queimadas, mesmo irregulares, são comuns no país para renovação de pastagens e preparo de novas áreas para agropecuária.

A pesquisa indica tendência de queda no número de queimadas de 2005. Mas, como se baseia em dados até 2009, não leva em conta a onda de queimadas que atinge o país neste ano.

Nas terras indígenas e unidades de conservação, o fogo geralmente se origina fora de seus limites, em propriedades rurais.

O IBGE diz que, em uma pesquisa com municípios que sofrem com poluição de ar, as queimadas foram a causa mais frequente apontada (63,5%), acima de indústrias e carros.

DESMATAMENTO

Embora aponte tendência de queda no desmatamento em todos os Estados que abrangem a Amazônia Legal, o IBGE estima que a área total desmatada em 2009 se aproxima dos 20% da área original da Amazônia.

Entre 2002 e 2008, os Estados que tiveram maior área desmatada do Cerrado em números absolutos foram Mato Grosso (17.598 km2), Maranhão (14.825 km2) e Tocantins (12.980 km2).

Fonte: Folha.com/Ambiente

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

02 de setembro de 2010 | 13h 54Estamos queimando nossa riqueza biológica

02 de setembro de 2010 | 13h 54

O Estado de S. Paulo

“Estamos sentados num baú de ouro e não sabemos o que fazer com ele”, disse ontem o gerente de conservação da biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Braulio Dias. O baú de ouro, no caso, é a biodiversidade brasileira – que é a maior do mundo, mas fica um pouco menor a cada dia, com o avanço do desmatamento em todos os biomas. “Não sabemos aproveitar essa riqueza. E pior, estamos queimando-a”, completou Dias, em referência à onda de queimadas que sufoca o País há mais de um mês.

Promover o uso sustentável da biodiversidade – além da necessidade básica de preservá-la – é um dos objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas, que fará sua 10.ª Conferência das Partes (COP 10) em outubro, em Nagoya (Japão).

Segundo Dias, falta apoio financeiro e político para o desenvolvimento de atividades que permitam explorar economicamente os recursos biológicos do País – em vez de simplesmente substituir florestas e savanas por monoculturas de grãos e bois, como ocorre na maioria das vezes.

“Não adianta ter a legislação ambiental certa se os incentivos econômicos estão errados”, afirmou, em um workshop preparatório para a COP 10, promovido pela organização WWF. O orçamento do ministério, segundo ele, é insuficiente para garantir a conservação e promover o uso sustentável das espécies e dos biomas brasileiros. “Não temos dinheiro nem equipes técnicas suficiente para fazer frente a esse desafio.”

A CDB, que funciona nos mesmos moldes da convenção que trata das mudanças climáticas, diz que os países ricos devem ajudar financeiramente e tecnologicamente os países pobres a proteger sua biodiversidade. Mas o Brasil já poderia fazer muito mais com seus próprios recursos, segundo Bráulio, se priorizasse o tema como deveria.

Fonte: Estadão


Quem contratou esse cara,isso não pode ser um gerente de conservação de biodiversidade, deve ser sindicalista que não sabe de nada.

Queimadas fazem governo decretar emergência ambiental em 15 estados

Segundo Inpe, existem 1.178 focos de incêndio no país hoje; pior situação é no estado de Goiás
07 de setembro de 2010 | 18h 39

Agência Brasil

BRASÍLIA - O Ministério do Meio Ambiente decretou nesta segunda-feira, 6, estado de emergência ambiental em 14 estados e no Distrito Federal por causa do grande número de focos de queimadas.

Estão na lista os estados do Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, do Pará, Piauí, Tocantins, da Bahia e de Goiás e Minas Gerais.

Segundo levantamento do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), existem 1.178 focos de incêndio no país hoje, conforme dados do satélite de referência.

Do total, o maior número foi registrado em Goiás, que tem 892 focos. Em seguida aparecem Tocantins (288 focos), Bahia (239), Minas Gerais (203), Distrito Federal (31), Mato Grosso (17) e São Paulo (8).

Com o decreto, os estados podem contratar brigadistas para combater o fogo sem necessidade de licitação.

Fonte:Estadão

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SALVE-SE , SALVE O PLANETA, SALVE A VIDA!!!


          Suas atitudes podem salvar o planeta Terra.
 

A natureza nos ultimos anos vem nos avisando que já cometemos atrocidades demais com o Planeta Terra.





Faça sua parte!!!

O simples ato de jogar o lixo no lixo, é um começo.

Não use sacolas plasticas;

Se você vê alguém ao seu lado jogando lixo na rua, pela janela do carro ou seja fora do lugar correto, converse com este cidadão e ensine-o sobre a limpeza de nosso meio ambiente.
Lembre-se a sua omissão tem o mesmo sentido de erro ao daquele cidadão que faz a ação.

Se possível evite o uso de seu automóvel, sei que é dificil usar transporte público no Brasil, tente vá de  metro,trem e onibus ou... simplesmente vá de bicicleta sua saúde agradecerá, o ar e o PLANETA TERRA também.



Simples ações salvam vidas..
façam comentários, participe!!!

o que está fazendo pelo sua casa (PLANETA TERRA)????










Bookmark and Share

A nova velha história -sobre as queimadas

As queimadas vistas no Brasil neste ano alertam a população para um problema grave: o aquecimento global. É dificil falar sobre emissão de gases do efeito estufa em teoria, mas é fácil olhar a terra queimando e entender melhor o processo.

Esse é um dos motivos que fazem a divulgação ontem, pelo IBGE, dos indicadores de sustentabilidade do Brasil tomar tanto vulto. A rigor, é uma reunião de dados já conhecidos, alguns mais, outro menos. Porém, justamente o fato de serem colocados lado a lado ajuda a compor um cenário sombrio. Ainda há muito o que se fazer no Brasil em termos de conservação de biodiversidade e de recursos naturais, e de controle do aquecimento global.

Vide o caso do cerrado. O relatório indica que o bioma já perdeu metade de sua área. E que responde hoje, exatamente pelo desmatamento e as queimadas que o afligem, pelo mesmo volume de gases-estufa que a Amazônia, uma média anual de 350 milhões de toneladas de CO2, o principal gás do efeito estufa. Considerando que dois terços das emissões brasileiras são consequência justamente do desmatamento e das queimadas, colocando o país entre os maiores emissores do mundo, veja o tamanho do problema.

Esses dados do cerrado o IBGE revisitou a partir de levantamentos oficiais divulgados no ano passado. Novidade, portanto, seria que sendo o problema mapeado ele fosse combatido imediatamente de todas as formas possíveis. Infelizmente, não é o que vemos acontecer.

Fonte: Greenpeace



É preciso fazer alguma coisa, denunciar quem causa queimadas em prol do desmatamento e fiscalizar os orgãos competentes e pressionar para que não voltem a cometer esse crime novamente.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Belo Horizonte é região metropolitana com maior concentração de ozônio

Da Redação
Em São Paulo

A análise do relatório de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) - Brasil 2010, divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que os níveis dos principais poluentes têm se mantido estáveis nas grandes cidades do país, com exceção do ozônio, que ainda é encontrado em altas concentrações.
As regiões em que a concentração anual máxima foi maior em 2008, segundo o levantamento, foram Belo Horizonte (300 g/m³), São Paulo (279 g/m³) e Rio de Janeiro (233 g/m³), respectivamente. O padrão considerado aceitável pelo Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) é 160 g/m³.
O ozônio é um forte oxidante, que provoca irritação das mucosas e das vias respiratórias. Ele é gerado, na baixa atmosfera, por reações fotoquímicas entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, oriundos da queima de combustíveis fósseis. Segundo o IBGE, é um poluente de difícil controle, por causa do aumento da frota de veículos automotores nas grandes cidades brasileiras.

Máxima concentração anual de ozônio em algumas regiões metropolitanas

Ano Belo Horizonte Curitiba Porto Alegre Rio de Janeiro Salvador (Camaçari) São Paulo Vitória
2000 142 383 ... 115 402 314 ...
2001 123 347 ... 152 1.960 350 132
2002 140 252 164 264 272 334 132
2003 200 192 146 177 1.081 314 141
2004 194 205 133 147 97 280 148
2005 223 208 163 300 125 390 148
2006 162 188 168 345 111 280 139
2007 179 195 195 604 111 361 138
2008 300 188 220 233 140 279 125


Outros poluentes

Segundo o IBGE, a concentração de outros poluentes, como o dióxido de enxofre (SO2), o dióxido de nitrogênio (NO2) e o monóxido de carbono (CO), tem se mantido estável ou em declínio.
Ao contrário do observado para SO2 e NO2, no entanto, as concentrações anuais médias de partículas totais em suspensão (PTS) e de partículas inaláveis (PM10) em algumas regiões metropolitanas estão bem acima do padrão do Conama, como é o caso de Curitiba e Vitória. No caso do Distrito Federal, os elevados valores de PTS refletem, provavelmente, as condições climáticas locais e a ocorrência de queimadas no entorno de Brasília durante a estação seca.
O material particulado, especialmente aquele mais fino (PM10), provoca e agrava doenças respiratórias, além de servir como agente transportador de gases tóxicos (adsorvidos à superfície das partículas) para o pulmão e, consequentemente, para a corrente sanguínea.
As informações utilizadas para a elaboração deste indicador foram produzidas pelos Órgãos Estaduais, Secretarias Municipais de Meio Ambiente e instituições privadas.



Fonte:Noticias/UOL

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/09/01/belo-horizonte-e-regiao-metropolitana-com-maior-concentracao-de-ozonio.jhtm


Bookmark and Share